19 fev 2026, qui

Você Ainda Usaria o Galaxy S9 em 2026? Veja o Que Mudou

Lançado em 2018 como um dos smartphones mais avançados do mundo, o Samsung Galaxy S9 representou o ápice da engenharia móvel da marca sul-coreana naquele momento. Ele chegou ao mercado prometendo refinamento em vez de revolução, apostando em melhorias pontuais de desempenho, câmera com abertura variável e um design premium que consolidava a identidade visual da linha Galaxy S. O tempo passou, a indústria evoluiu de forma acelerada e agora, em 2026, surge a pergunta inevitável: ainda faz sentido usar um Galaxy S9?

Para entender o que esperar do Galaxy S9 em 2026, é preciso analisar o contexto atual do mercado. Hoje, smartphones intermediários oferecem 5G consolidado, múltiplas câmeras com inteligência artificial avançada, telas com 120 Hz ou mais, baterias maiores e processadores extremamente eficientes. Além disso, o ciclo de atualizações de software se tornou um fator decisivo na escolha de um aparelho, principalmente por questões de segurança digital e compatibilidade com aplicativos modernos. Nesse cenário, um dispositivo de quase oito anos inevitavelmente enfrenta desafios.

Ainda assim, o Galaxy S9 não foi um aparelho comum. Ele nasceu como topo de linha e isso faz toda a diferença. Smartphones premium costumam envelhecer melhor que modelos intermediários da mesma época, justamente porque foram construídos com hardware mais potente, materiais mais duráveis e tecnologias que demoraram mais tempo para se tornarem obsoletas. Por isso, mesmo em 2026, ele ainda pode oferecer uma experiência utilizável dependendo do perfil do usuário.

Design e construção

Quando o Samsung Galaxy S9 foi apresentado ao mundo, ele já representava o refinamento máximo de uma identidade visual que a Samsung vinha lapidando desde o Galaxy S6. Em 2026, ao segurar o aparelho nas mãos, a primeira impressão ainda é de produto premium. A combinação entre vidro curvo na parte frontal e traseira com estrutura em alumínio transmite uma sensação de solidez que muitos modelos intermediários atuais ainda tentam alcançar.

A traseira em vidro com acabamento brilhante mantém aquele aspecto elegante e sofisticado, refletindo luz de maneira sutil. Porém, também carrega as mesmas características conhecidas: é escorregadia e propensa a marcas de dedo. Em 2026, quando boa parte dos smartphones aposta em acabamentos foscos ou texturizados para reduzir marcas e melhorar a pegada, o S9 denuncia sua geração ao manter esse visual mais clássico.

Um ponto que chama atenção é o tamanho. Com tela de 5,8 polegadas e bordas relativamente finas para sua época, o Galaxy S9 é consideravelmente mais compacto do que muitos aparelhos atuais, que ultrapassam facilmente as 6,5 polegadas. Para quem prefere smartphones menores e mais fáceis de usar com uma mão, o S9 pode até parecer mais ergonômico do que modelos recentes. Ele se encaixa melhor no bolso e exige menos malabarismo para alcançar a parte superior da tela.

As bordas curvas do display continuam sendo um elemento marcante. Em 2018, elas transmitiam modernidade e sofisticação. Em 2026, ainda impressionam visualmente, mas já não são um diferencial competitivo. Além disso, a curvatura pode causar toques acidentais e dificulta a aplicação de películas protetoras — um detalhe que pesa na experiência cotidiana.

Outro aspecto relevante é a certificação IP68 contra água e poeira. Mesmo anos depois, essa proteção continua sendo um diferencial importante. O aparelho pode resistir a respingos, chuva e até submersão em água doce por tempo limitado. Entretanto, vale lembrar que a resistência pode diminuir com o desgaste natural das vedações ao longo dos anos. Em um modelo usado em 2026, essa proteção já não deve ser encarada com a mesma confiança de quando saiu da caixa.

Na parte traseira, o módulo de câmera é discreto, centralizado e minimalista — algo quase nostálgico diante dos enormes blocos de câmera que dominam o mercado atual. O sensor único com leitor biométrico logo abaixo evidencia uma era anterior à explosão dos múltiplos sensores e aos sistemas de reconhecimento facial avançados. O leitor de digitais físico, aliás, ainda é rápido e confiável, embora sua posição possa parecer alta demais para alguns usuários.

Um detalhe curioso é a presença do botão dedicado à assistente Bixby na lateral. Em 2026, isso soa como um vestígio de uma fase em que fabricantes apostavam fortemente em assistentes proprietárias. Embora o botão possa ser remapeado, sua existência reforça que o aparelho pertence a outra geração de estratégias de mercado.

Tela

Se há um ponto em que o Samsung Galaxy S9 ainda consegue impressionar em 2026, é na qualidade do seu display. A Samsung sempre foi referência global em tecnologia de telas, e o painel Super AMOLED presente no S9 é prova disso. Mesmo quase oito anos após o lançamento, a nitidez, o contraste e a reprodução de cores continuam acima da média quando comparados a muitos aparelhos básicos e até intermediários atuais.

Estamos falando de uma tela de 5,8 polegadas com resolução Quad HD+ (2960 x 1440 pixels), algo que, para sua época, colocava o aparelho entre os mais avançados do mercado. Em termos práticos, isso significa altíssima densidade de pixels, resultando em textos extremamente nítidos, imagens detalhadas e vídeos com excelente definição. Para leitura de notícias, navegação em redes sociais ou consumo de vídeos em plataformas de streaming, a experiência continua muito agradável.

O contraste é outro ponto forte. Por se tratar de um painel AMOLED, cada pixel emite sua própria luz. Isso permite que áreas pretas da tela simplesmente desliguem os pixels, criando um preto profundo e real. O resultado é uma imagem com contraste marcante e cores vibrantes. Em 2026, essa característica ainda se mantém relevante, principalmente ao assistir filmes ou séries com cenas escuras, onde o Galaxy S9 consegue preservar detalhes que telas LCD tradicionais não conseguem reproduzir com a mesma fidelidade.

Entretanto, é preciso contextualizar a evolução da indústria. Em 2026, praticamente todos os smartphones intermediários e premium já oferecem taxa de atualização de 120 Hz ou superior, proporcionando animações mais suaves, rolagens mais fluidas e uma sensação geral de rapidez na interface. O Galaxy S9, por sua vez, possui taxa de atualização padrão de 60 Hz. Isso não significa que a experiência seja ruim, mas ao compará-lo com dispositivos modernos, a diferença na fluidez é perceptível, principalmente ao alternar aplicativos ou navegar rapidamente por conteúdos longos.

O brilho máximo também merece análise. Para ambientes internos, a tela continua mais do que suficiente. Porém, sob luz solar intensa, ela pode apresentar limitações quando comparada aos painéis mais recentes, que atingem níveis de brilho muito superiores. Isso impacta principalmente quem utiliza o aparelho ao ar livre com frequência.

Outro detalhe importante é o formato. O Galaxy S9 adota proporção 18,5:9, que foi uma transição interessante na época, reduzindo bordas superiores e inferiores sem eliminar completamente os espaços. Em 2026, a maioria dos smartphones possui bordas ainda mais finas e câmeras frontais integradas em furos discretos ou até sob o display. O S9 mantém pequenas margens superiores e inferiores visíveis, o que denuncia sua geração.

Apesar disso, a qualidade de imagem pura ainda é seu grande trunfo. Para quem consome vídeos em Full HD, navega na internet, lê textos e utiliza redes sociais, a tela do Galaxy S9 continua oferecendo uma experiência visual confortável e imersiva. O envelhecimento aqui não está na qualidade do painel em si, mas na ausência de tecnologias que se tornaram padrão anos depois.

Áudio

Quando analisamos o áudio do Samsung Galaxy S9 em 2026, é interessante perceber como ele foi um dos primeiros modelos da linha Galaxy a tratar o som como parte essencial da experiência multimídia. Na época do lançamento, a Samsung destacou os alto-falantes estéreo ajustados pela AKG como um diferencial importante, e essa característica ainda faz diferença mesmo anos depois.

O Galaxy S9 conta com dois alto-falantes: um localizado na parte inferior do aparelho e outro integrado ao auricular superior. Essa configuração cria um efeito estéreo real, distribuindo melhor o som entre esquerda e direita e oferecendo maior sensação de imersão ao assistir vídeos, jogar ou ouvir músicas sem fones de ouvido. Em comparação com smartphones básicos atuais que ainda utilizam saída mono, o S9 continua levando vantagem em clareza e espacialidade sonora.

A qualidade do áudio é equilibrada. Os graves não são extremamente profundos, algo comum em dispositivos tão compactos, mas são presentes o suficiente para dar corpo à reprodução musical. Os médios são bem definidos, favorecendo vozes em chamadas, vídeos e podcasts. Já os agudos apresentam boa nitidez sem distorcer facilmente em volumes moderados. Em volume máximo, é possível notar certa compressão sonora, mas nada fora do esperado para um aparelho dessa categoria e idade.

Outro ponto relevante é a compatibilidade com tecnologias como Dolby Atmos, que amplia a sensação de profundidade e posicionamento do som em conteúdos compatíveis. Em 2026, esse tipo de recurso já é amplamente difundido, mas no contexto do S9 foi um passo importante para consolidar a experiência multimídia premium.

No entanto, existem limitações naturais impostas pelo tempo. Processamentos de áudio mais avançados, equalizações adaptativas com inteligência artificial e ajustes automáticos baseados no ambiente — presentes em modelos mais recentes — não fazem parte do conjunto original do Galaxy S9. Isso significa que a experiência sonora depende mais da qualidade do hardware do que de aprimoramentos via software.

Vale destacar também a ausência de entrada P2 tradicional para fones de ouvido em algumas versões do aparelho, dependendo do mercado. Em 2026, o uso de fones Bluetooth já é amplamente dominante, mas usuários que ainda preferem conexões físicas podem precisar de adaptadores. A qualidade do áudio via Bluetooth continua adequada, embora versões mais modernas do padrão tragam melhor eficiência energética e menor latência.

Em chamadas telefônicas, o desempenho ainda é satisfatório. O microfone captura a voz com clareza, e o cancelamento básico de ruído funciona de maneira aceitável para ambientes moderadamente ruidosos. Contudo, não se compara às tecnologias atuais de múltiplos microfones com processamento avançado de redução de ruído por inteligência artificial.

Hardware e desempenho

O verdadeiro teste do Samsung Galaxy S9 em 2026 está no desempenho prático. Afinal, mais do que design ou tela, é o hardware que determina se o aparelho ainda consegue acompanhar o ritmo dos aplicativos atuais. Quando foi lançado, o Galaxy S9 chegou equipado com processadores de ponta para a época — Exynos 9810 em mercados como o Brasil e Snapdragon 845 em algumas regiões — ambos considerados extremamente potentes em 2018.

Naquele contexto, esses chips entregavam desempenho comparável aos melhores computadores portáteis de entrada. Em 2026, no entanto, estamos falando de uma diferença geracional de quase oito anos em arquitetura, eficiência energética e poder gráfico. Processadores modernos utilizam litografias muito menores, inteligência artificial integrada em nível avançado e desempenho multicore amplamente superior.

No uso cotidiano básico, o Galaxy S9 ainda consegue se manter funcional. Aplicativos como redes sociais, navegadores, serviços de mensagens e plataformas de streaming rodam de forma aceitável, especialmente se o aparelho estiver com armazenamento relativamente livre e sistema bem otimizado. Entretanto, a fluidez não é comparável à de dispositivos atuais. Pequenos engasgos ao alternar entre apps ou ao carregar conteúdos mais pesados podem acontecer com frequência maior.

A presença de 4 GB de RAM, que já foi considerada adequada para um topo de linha, hoje é um dos principais gargalos. Em 2026, muitos aplicativos são mais pesados, exigem maior cache em segundo plano e utilizam recursos gráficos e de inteligência artificial mais complexos. Isso significa que o Galaxy S9 pode precisar recarregar aplicativos ao alternar entre eles, reduzindo a sensação de multitarefa contínua.

Em jogos, a diferença é ainda mais perceptível. Títulos modernos com gráficos avançados podem rodar apenas em qualidade reduzida ou apresentar quedas de desempenho. Jogos competitivos que exigem alta taxa de quadros por segundo não encontram no S9 a mesma estabilidade que modelos mais recentes oferecem. Além disso, o aquecimento pode se tornar um fator limitante, já que o sistema de dissipação térmica do aparelho foi projetado para padrões de exigência de sua época.

Outro ponto importante é o armazenamento interno, geralmente de 64 GB na versão base. Em 2026, isso pode ser considerado limitado, principalmente considerando o tamanho atual dos aplicativos e a qualidade crescente de fotos e vídeos. Ainda assim, o suporte a cartão microSD ajuda a ampliar o espaço, algo que muitos smartphones modernos abandonaram.

Vale destacar que o desempenho não depende apenas de números técnicos, mas também da expectativa do usuário. Para quem utiliza o aparelho com foco em tarefas simples — como chamadas, mensagens, navegação leve e consumo de conteúdo — o Galaxy S9 ainda pode cumprir seu papel. Já para quem busca edição de vídeo, jogos exigentes ou produtividade intensa com múltiplos aplicativos pesados abertos simultaneamente, as limitações ficam evidentes.

Software e recursos

Se o hardware revela o peso dos anos, é no software que o Samsung Galaxy S9 mais evidencia sua distância do mercado atual em 2026. O aparelho foi lançado originalmente com Android 8.0 Oreo e, ao longo de seu ciclo oficial de suporte, recebeu atualizações importantes, incluindo novas versões do Android e da interface personalizada da Samsung. No entanto, como era esperado para um dispositivo dessa geração, ele já não faz parte do cronograma ativo de atualizações oficiais da fabricante.

Isso significa que, em 2026, o Galaxy S9 provavelmente está rodando uma versão do Android consideravelmente defasada em relação às edições mais recentes disponíveis no mercado. Na prática, isso impacta três áreas principais: segurança, compatibilidade e recursos modernos.

No quesito segurança, a ausência de atualizações frequentes de patch pode representar um risco maior diante de vulnerabilidades descobertas ao longo do tempo. Embora usuários que utilizem o aparelho de forma básica não necessariamente enfrentem problemas imediatos, a exposição a ameaças digitais aumenta conforme o sistema envelhece. Aplicativos bancários e serviços sensíveis tendem a exigir versões mais recentes do sistema por questões de proteção, o que pode limitar gradualmente o uso pleno do aparelho.

Em relação à compatibilidade, muitos aplicativos continuam funcionando, mas podem deixar de oferecer recursos mais novos que dependem de APIs recentes do Android. Isso significa que, mesmo que um aplicativo seja instalado, ele pode não contar com funções modernas presentes em smartphones atuais. Com o passar do tempo, alguns apps podem até deixar de oferecer suporte completo para versões antigas do sistema, o que reduz a longevidade prática do dispositivo.

Por outro lado, a interface da Samsung sempre foi um dos pontos fortes da marca. A experiência com a One UI, mesmo em versões mais antigas, permanece intuitiva e visualmente organizada. Recursos como modo noturno, multitarefa com tela dividida, personalização de temas e ajustes detalhados continuam disponíveis e funcionais. Para usuários que já estão acostumados com o ecossistema da marca, a navegação ainda é familiar e eficiente.

Um aspecto curioso é a presença da assistente Bixby, que foi amplamente promovida na época do lançamento. Em 2026, a relevância da Bixby diminuiu diante da consolidação de outras assistentes virtuais mais integradas a ecossistemas amplos. Ainda assim, ela permanece funcional para tarefas básicas como lembretes, consultas simples e controle de configurações.

Existe também a possibilidade de instalar ROMs personalizadas desenvolvidas por comunidades independentes. Essas versões alternativas do Android podem trazer sistemas mais recentes para o Galaxy S9, estendendo sua vida útil em termos de software. No entanto, esse processo exige conhecimento técnico, envolve riscos e não é recomendado para usuários leigos. Além disso, pode comprometer estabilidade, segurança e até funcionalidades específicas de hardware.

Outro ponto relevante é a ausência de recursos que se tornaram padrão nos smartphones atuais, como integração profunda com inteligência artificial embarcada, traduções em tempo real com processamento local avançado, ferramentas de edição de imagem baseadas em IA generativa e recursos de produtividade automatizados. O Galaxy S9 pertence a uma era anterior à popularização massiva desses recursos, o que limita sua experiência frente aos aparelhos modernos.

Bateria

Se existe um componente que mais sofre com a passagem do tempo em qualquer smartphone, é a bateria. No caso do Samsung Galaxy S9, esse é provavelmente o ponto mais sensível ao analisá-lo em 2026. Equipado originalmente com uma bateria de 3.000 mAh, o aparelho já não impressionava em capacidade absoluta nem mesmo no ano de seu lançamento, embora o conjunto hardware e software conseguisse entregar uma autonomia equilibrada para um dia de uso moderado.

O grande desafio, porém, não está apenas na capacidade nominal, mas no desgaste natural das células de íon de lítio ao longo dos anos. Baterias desse tipo perdem eficiência progressivamente a cada ciclo de carga completo. Após quase oito anos, é bastante provável que uma unidade original esteja operando com capacidade significativamente reduzida, muitas vezes abaixo de 80% da capacidade inicial — ou até menos, dependendo do padrão de uso.

Na prática, isso significa que o Galaxy S9 em 2026 dificilmente entregará um dia inteiro de uso intenso sem recarga intermediária. Atividades como assistir vídeos por longos períodos, utilizar GPS constantemente, realizar videochamadas ou jogar podem consumir energia de maneira acelerada. Mesmo em tarefas mais simples, como navegação em redes sociais e mensagens, a autonomia tende a ser mais curta do que o esperado nos padrões atuais.

Outro fator importante é a eficiência energética do processador. Embora o Exynos 9810 ou Snapdragon 845 tenham sido avançados para sua época, a evolução das litografias ao longo dos anos tornou os chips modernos muito mais eficientes em consumo energético. Isso significa que, mesmo com baterias de capacidade semelhante, smartphones recentes conseguem extrair mais tempo de uso com menor gasto de energia. O Galaxy S9, por outro lado, não se beneficia dessas melhorias arquitetônicas.

O carregamento também merece atenção. O aparelho oferece suporte a carregamento rápido e carregamento sem fio, algo que foi bastante valorizado no período de lançamento. Em 2026, entretanto, as velocidades de carregamento disponíveis no mercado são significativamente superiores, com tecnologias que reduzem drasticamente o tempo necessário para recuperar grande parte da carga. O S9, comparativamente, leva mais tempo para atingir níveis elevados de bateria, o que pode impactar a rotina de quem precisa de recargas rápidas ao longo do dia.

Há ainda a possibilidade de substituição da bateria em assistências técnicas especializadas. Esse procedimento pode restaurar parte da autonomia original, tornando o uso mais viável. Contudo, é preciso considerar o custo-benefício. Investir na troca de bateria de um aparelho com limitações de hardware e software pode não ser financeiramente interessante para todos os usuários, especialmente quando há opções mais recentes no mercado com melhor eficiência energética e suporte estendido.

Câmera

A câmera sempre foi um dos pilares da linha Galaxy S, e no lançamento o Samsung Galaxy S9 chamou atenção por trazer um sensor com abertura variável — tecnologia que permitia alternar entre f/1.5 e f/2.4 automaticamente, algo bastante inovador em 2018. Em 2026, porém, o cenário fotográfico dos smartphones mudou drasticamente, principalmente com o avanço da fotografia computacional e da inteligência artificial.

Em boas condições de iluminação, o Galaxy S9 ainda é capaz de capturar fotos com excelente nitidez, cores vivas e bom alcance dinâmico para um sensor de sua geração. A abertura ampla f/1.5 ajuda a captar mais luz, beneficiando ambientes internos ou finais de tarde. Para registros casuais, fotos em redes sociais e imagens do dia a dia, o resultado ainda é satisfatório — especialmente se comparado a smartphones de entrada atuais.

No entanto, quando analisamos a evolução da indústria, a diferença se torna evidente. Em 2026, mesmo aparelhos intermediários contam com múltiplas câmeras dedicadas a diferentes funções, como ultra-wide, teleobjetiva com zoom óptico avançado e sensores de profundidade ou macro especializados. O Galaxy S9 possui apenas um sensor traseiro principal, o que limita a versatilidade fotográfica. Não há possibilidade de zoom óptico real nem enquadramentos amplos sem recorrer a cortes digitais.

O grande divisor de águas, contudo, está no processamento de imagem. Smartphones modernos utilizam algoritmos avançados de inteligência artificial capazes de combinar múltiplas exposições em frações de segundo, melhorar drasticamente fotos noturnas e aplicar otimizações automáticas em retratos com precisão refinada. O modo noturno do Galaxy S9, embora competente para sua época, não alcança o mesmo nível de clareza e controle de ruído que dispositivos atuais conseguem entregar.

Em ambientes de baixa luminosidade, o S9 tende a apresentar mais granulação, menor preservação de detalhes finos e alcance dinâmico mais limitado. Luzes fortes no fundo podem estourar com maior facilidade, e áreas muito escuras podem perder definição. Isso não significa que as fotos sejam inutilizáveis, mas evidencia a diferença geracional no tratamento de imagem.

Na gravação de vídeos, o aparelho ainda impressiona por suportar 4K e oferecer boa estabilização eletrônica. Para vídeos casuais e registros rápidos, a qualidade continua aceitável. Entretanto, recursos como estabilização híbrida avançada, gravação em HDR dinâmico mais eficiente e ferramentas de edição baseadas em IA não fazem parte do pacote original.

A câmera frontal também entrega resultados adequados para selfies em ambientes iluminados, mas sofre mais em situações de pouca luz. Além disso, os recursos de desfoque de fundo são mais limitados quando comparados aos sistemas atuais que utilizam múltiplos sensores e inteligência artificial para criar recortes mais naturais.

Considerações finais

Analisar o Samsung Galaxy S9 em 2026 é, acima de tudo, um exercício de contextualização tecnológica. Não estamos falando de um aparelho qualquer da sua época, mas de um verdadeiro topo de linha que concentrou o que havia de mais avançado em design, tela, desempenho e câmera no final da década passada. E isso faz diferença mesmo anos depois.

Ao longo deste artigo, ficou claro que o Galaxy S9 ainda mantém qualidades importantes. Seu design premium continua elegante e bem construído, a tela Super AMOLED permanece vibrante e nítida, o áudio estéreo ainda é competente e a câmera entrega bons resultados em condições favoráveis de luz. Para tarefas básicas como redes sociais, mensagens, chamadas, navegação e consumo de vídeo, ele ainda é funcional — especialmente para quem não exige alto desempenho em jogos ou produtividade intensa.

Por outro lado, as limitações também são evidentes. O hardware já não acompanha aplicativos modernos com a mesma fluidez de antes, os 4 GB de RAM se tornaram um gargalo para multitarefa mais pesada, a bateria sofre com desgaste natural e o software não recebe mais atualizações oficiais, o que impacta segurança e compatibilidade a longo prazo. A fotografia computacional evoluiu significativamente, e o conjunto de câmera única já não oferece a versatilidade esperada em 2026.

Isso nos leva ao ponto central: o Galaxy S9 em 2026 não é um smartphone para quem busca inovação, longevidade de suporte ou alto desempenho. Ele é, acima de tudo, um dispositivo que ainda pode servir a um público específico — usuários que desejam um aparelho secundário, um celular para uso leve ou alguém que queira economizar e esteja disposto a conviver com as limitações naturais da idade tecnológica.

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