O Samsung Galaxy S8 Plus é um daqueles smartphones que marcaram época e ajudaram a moldar o design dos celulares que usamos hoje. Lançado originalmente em 2017, ele representou um salto visual e tecnológico importante para a indústria, trazendo uma tela praticamente sem bordas, construção premium em vidro e metal e uma proposta que, na época, era considerada topo de linha absoluto. Agora, quase uma década depois, o cenário é completamente diferente: os smartphones evoluíram em velocidade, inteligência artificial, fotografia computacional, eficiência energética e suporte de software. Mesmo assim, o S8 Plus continua aparecendo em buscas como “vale a pena comprar Galaxy S8 Plus em 2026” e “Galaxy S8 Plus usado ainda é bom?”, o que mostra que o interesse pelo modelo ainda existe, principalmente entre quem quer economizar.

Essa curiosidade não surge por acaso. O mercado de celulares usados e seminovos cresceu muito, e aparelhos que já foram premium costumam chamar atenção por oferecerem, no papel, especificações que parecem boas mesmo anos depois. Quando alguém vê que o Galaxy S8 Plus tem tela Quad HD+, construção de vidro, certificação contra água e uma câmera que já foi referência, é natural pensar que pode estar diante de um “achado”. Afinal, por um preço muito abaixo de um smartphone atual, a promessa é levar para casa um antigo topo de linha da Samsung, marca que sempre teve forte reputação em qualidade de tela e acabamento.

O problema é que ficha técnica não conta a história completa, especialmente quando falamos de um aparelho com quase dez anos de estrada. A experiência de uso de um smartphone vai muito além de números como resolução de tela ou quantidade de megapixels. Envolve atualizações de sistema, compatibilidade com aplicativos modernos, segurança digital, desempenho em tarefas atuais, autonomia real de bateria após anos de uso e até o suporte a redes e tecnologias mais recentes. É justamente nesse choque entre o “passado glorioso” e as exigências do presente que mora a grande dúvida: o Galaxy S8 Plus envelheceu bem o suficiente para ainda ser uma compra inteligente?

Outro ponto importante é o perfil de quem considera esse modelo hoje. Em 2026, ninguém está olhando para o S8 Plus como um celular de status ou de ponta. O interesse vem, principalmente, de usuários que querem um aparelho barato para tarefas básicas, um segundo telefone, ou até para quem está migrando de um modelo muito simples e enxerga nele um salto de qualidade. Para esse público, entender claramente os limites e as qualidades reais do Galaxy S8 Plus hoje é essencial para evitar frustração. Um celular pode até ligar, rodar redes sociais e tirar fotos, mas isso não significa que a experiência será fluida, segura ou duradoura.

Design e construção

Quando o assunto é design do Samsung Galaxy S8 Plus, é impossível não reconhecer que a Samsung estava à frente do seu tempo em 2017. Em uma época em que muitos smartphones ainda exibiam bordas grossas e proporções mais tradicionais, o S8 Plus chegou com a proposta de ser praticamente “só tela” na parte frontal, usando curvas nas laterais e cantos arredondados para criar uma aparência futurista. Em 2026, esse visual já não é mais novidade, mas ainda transmite uma sensação de produto premium, principalmente para quem compara com celulares de entrada atuais, que muitas vezes usam plástico e têm acabamentos mais simples.

A construção mistura vidro na frente e atrás com estrutura em metal, algo que até hoje é associado a aparelhos de categoria superior. Ao segurá-lo, o toque frio do vidro e a solidez do corpo passam uma percepção de qualidade que dificilmente é encontrada em modelos baratos lançados recentemente. O encaixe das peças, a simetria das curvas e o cuidado com os detalhes mostram um padrão de fabricação típico de um antigo topo de linha da Samsung. Para muitos usuários leigos, o Galaxy S8 Plus ainda “parece caro”, mesmo sendo um aparelho de quase dez anos.

O tamanho também merece atenção. Com tela de 6,2 polegadas, ele foi considerado grande em seu lançamento, mas o formato alongado ajudava a manter a pegada relativamente confortável. Hoje, em 2026, essa dimensão já é comum, porém a ergonomia do S8 Plus ainda agrada por causa das bordas curvas e da espessura bem distribuída. Ele não é um “tijolo” pesado, nem um aparelho desconfortável de usar por longos períodos. Por outro lado, as curvas da tela, que eram um diferencial estético, podem gerar toques acidentais e também encarecem eventuais trocas de vidro, algo relevante em um aparelho antigo, mais suscetível a quedas e desgastes.

Falando em durabilidade, aqui aparece um dos grandes contrastes entre o charme e a realidade. O vidro na traseira é bonito e ajuda na recepção de sinal e no carregamento sem fio, mas também é mais frágil que plástico ou metal. Em 2026, a maioria das unidades de Galaxy S8 Plus disponíveis no mercado é usada, e isso significa que muitas já passaram por quedas, trocas de peças ou pequenos reparos. Riscos, trincas e marcas de uso são comuns, e mesmo quando o aparelho parece bem conservado, o histórico dele pode ser desconhecido. A estrutura metálica resiste bem, mas o conjunto em vidro exige cuidado redobrado, especialmente porque peças originais já não são tão fáceis de encontrar.

Um ponto positivo que ainda pesa a favor é a certificação de resistência à água e poeira (IP68), algo que não é garantido em vários modelos baratos atuais. Isso significa que, quando novo, o S8 Plus era capaz de suportar respingos, chuva e até submersão por tempo limitado. Porém, é importante entender que, com o passar dos anos, vedações internas podem se desgastar, principalmente se o aparelho já foi aberto para troca de bateria ou tela. Ou seja, a proteção pode não ser mais tão confiável quanto no lançamento, mesmo que o selo técnico exista.

A posição do leitor de digitais é um detalhe que entrega a idade do projeto. No S8 Plus, ele fica na parte traseira, ao lado da câmera, em uma área que muitos usuários consideram menos intuitiva do que os sensores atuais sob a tela ou integrados ao botão lateral. Em 2026, isso não impede o uso, mas passa uma sensação clara de que estamos lidando com um design de outra geração. Ao mesmo tempo, ele ainda oferece recursos que eram sofisticados para a época, como leitor de íris e reconhecimento facial básico, mostrando que a Samsung já experimentava soluções de segurança avançadas.

Tela

Se existe um ponto em que o Samsung Galaxy S8 Plus ainda consegue surpreender positivamente em 2026, é na qualidade da tela. A Samsung sempre foi referência mundial em painéis, e o modelo traz um display Super AMOLED de 6,2 polegadas com resolução Quad HD+ (2960 x 1440 pixels), algo que, mesmo anos depois, continua acima do que muitos celulares intermediários e básicos oferecem hoje. Na prática, isso se traduz em imagens extremamente nítidas, com excelente definição de textos, ícones e vídeos, o que agrada especialmente quem consome redes sociais, YouTube, filmes e séries direto no celular.

O grande diferencial da tecnologia Super AMOLED está no contraste praticamente infinito. Como cada pixel emite sua própria luz, os tons escuros são realmente pretos, e não um cinza lavado como em telas LCD mais simples. Isso faz com que vídeos tenham mais profundidade, cenas noturnas pareçam mais realistas e o conteúdo em geral ganhe um aspecto mais “vivo”. Para um usuário leigo, a sensação é de uma tela “mais bonita” do que a de muitos aparelhos novos de entrada, mesmo que esses sejam lançamentos recentes.

As cores também chamam atenção. O Galaxy S8 Plus ficou conhecido por exibir tons vibrantes, com alto nível de saturação, o que deixa fotos, jogos e vídeos mais chamativos. Embora isso não seja a representação mais fiel possível da realidade, é exatamente o tipo de perfil visual que agrada à maioria das pessoas no dia a dia. Além disso, a Samsung sempre ofereceu modos de calibração, permitindo ajustar a exibição para algo mais natural, o que amplia a versatilidade da tela.

O brilho é outro aspecto relevante. Mesmo sendo um aparelho antigo, o S8 Plus consegue atingir níveis de luminosidade suficientes para uso em ambientes externos, inclusive sob sol forte, dentro das limitações de um painel de sua geração. Ele não chega aos picos extremos de brilho de modelos premium atuais, mas ainda é plenamente utilizável ao ar livre, o que nem sempre acontece com celulares baratos de hoje.

Porém, quando saímos da qualidade pura de imagem e olhamos para a experiência moderna de uso, começam a aparecer as limitações. A taxa de atualização da tela é de 60 Hz, o padrão da época. Em 2026, até muitos intermediários já oferecem 90 Hz ou 120 Hz, o que deixa rolagens, animações e transições muito mais suaves. Ao usar o S8 Plus ao lado de um aparelho mais recente, a diferença na fluidez é perceptível, principalmente ao navegar por redes sociais, abrir e fechar aplicativos ou jogar. Não é que o S8 Plus seja “travado” por causa da tela, mas ele não passa a sensação de suavidade que se tornou comum.

Outro ponto é o formato. A proporção alongada e as bordas curvas criam um visual elegante, mas também podem causar reflexos laterais e toques acidentais, algo que já era comentado no lançamento e continua valendo hoje. Além disso, a tela curva encarece reparos e, em 2026, muitas unidades já podem ter pequenas manchas, retenção de imagem ou desgaste do painel, dependendo do uso anterior.

Áudio

No quesito áudio do Samsung Galaxy S8 Plus, é importante lembrar o contexto da época em que ele foi lançado. Em 2017, a prioridade ainda não era oferecer som estéreo potente em smartphones, como se tornou comum alguns anos depois. O S8 Plus conta com um único alto-falante principal, posicionado na parte inferior do aparelho, que entrega um som limpo e claro em volumes médios, suficiente para vídeos, chamadas em viva-voz e consumo casual de conteúdo. Para quem pretende usar o celular de forma básica, ele cumpre o papel sem grandes problemas.

A qualidade do som é equilibrada dentro das limitações de um sistema mono. As vozes em vídeos e mensagens de áudio são bem compreensíveis, e não há distorção exagerada em volumes moderados. Porém, ao aumentar o volume perto do máximo, já se percebe perda de qualidade, com som mais “fino” e menos definição nos graves. Isso acontece porque o alto-falante não foi projetado para entregar profundidade sonora, e sim funcionalidade. Em comparação com smartphones atuais que possuem som estéreo, com dois alto-falantes trabalhando juntos para criar sensação de espaço e imersão, o S8 Plus soa claramente mais simples.

Por outro lado, existe um detalhe que, em 2026, pode ser visto como vantagem: a presença da entrada para fones de ouvido de 3,5 mm. Em uma época em que muitos fabricantes eliminaram essa conexão, obrigando o uso de adaptadores ou apenas fones Bluetooth, o S8 Plus ainda permite conectar fones com fio de forma direta. Para quem já tem um bom fone tradicional ou quer economizar, isso é um ponto positivo, principalmente porque a saída de áudio do aparelho é de boa qualidade, oferecendo som limpo e estável.

O suporte a Bluetooth também está presente, mas obviamente segue um padrão antigo. Ele funciona bem para ouvir músicas, usar fones sem fio e caixas de som portáteis, mas não traz as otimizações mais recentes de codecs avançados e latência reduzida que melhoram a experiência em jogos e vídeos em dispositivos modernos. Para o uso comum, isso não chega a ser um grande problema, mas mostra que o conjunto de áudio está preso às tecnologias de sua geração.

Em chamadas, o desempenho continua sólido. O alto-falante de ouvido tem boa clareza, e o microfone capta a voz de maneira satisfatória para ligações e mensagens de voz. Nesse aspecto, o tempo pesa menos, pois a função principal de comunicação ainda é bem atendida. O S8 Plus foi um aparelho premium, e isso se reflete na qualidade geral do áudio em conversas.

Hardware e desempenho

Quando foi lançado, o Samsung Galaxy S8 Plus representava o que havia de mais avançado em desempenho no mundo Android. Dependendo da região, ele vinha equipado com o processador Snapdragon 835 ou Exynos 8895, ambos considerados extremamente rápidos em 2017, acompanhados de 4 GB de memória RAM e opções de armazenamento que ainda podiam ser expandidas via cartão microSD. Naquele momento, isso garantia abertura rápida de aplicativos, boa capacidade multitarefa e desempenho de sobra para jogos e tarefas pesadas.

Em 2026, porém, o cenário é outro. A evolução dos aplicativos, dos sistemas e das próprias redes sociais fez com que as exigências de hardware aumentassem bastante. Apps atuais são mais pesados, usam mais animações, inteligência artificial, processamento em segundo plano e recursos gráficos mais complexos. Dentro desse contexto, o S8 Plus já não consegue oferecer a mesma sensação de agilidade de antigamente. Ele ainda funciona, mas o ritmo é outro.

Para tarefas básicas, como usar WhatsApp, navegar no Instagram, assistir vídeos no YouTube, ler notícias e acessar o navegador, o aparelho consegue entregar uma experiência utilizável. Pode haver pequenos atrasos ao abrir aplicativos mais pesados ou ao alternar entre vários apps abertos, mas nada que torne o uso impossível para quem tem paciência e não é muito exigente. O problema aparece quando o usuário tenta ir além do básico. Jogos modernos, especialmente os com gráficos avançados, já exigem mais do que o processador e a GPU do S8 Plus conseguem oferecer com conforto. Quedas de desempenho, travamentos ocasionais e tempos de carregamento maiores se tornam parte da rotina.

A memória RAM de 4 GB, que já foi mais do que suficiente, hoje é um dos gargalos. O sistema precisa gerenciar melhor os recursos, fechando aplicativos em segundo plano com mais frequência. Isso significa que, ao alternar entre vários apps, é comum que alguns recarreguem do zero, o que dá a sensação de lentidão. Em aparelhos atuais, mesmo intermediários, a presença de 6 GB, 8 GB ou mais de RAM permite uma experiência multitarefa muito mais fluida.

Outro ponto importante é a eficiência energética do chip. Processadores modernos são não apenas mais rápidos, mas também mais econômicos, entregando mais desempenho com menos consumo de bateria. O hardware do S8 Plus foi avançado para sua época, mas não se compara às otimizações atuais. Em tarefas mais pesadas, ele esquenta mais e consome energia de forma menos eficiente, o que impacta diretamente na autonomia, especialmente considerando que estamos falando de um aparelho antigo.

Por outro lado, vale destacar que o Galaxy S8 Plus não é inutilizável. Para um perfil de usuário que só quer um celular para funções essenciais e não se importa com pequenas demoras ou limitações em jogos, ele ainda “quebra o galho”. O fato de ter sido um topo de linha faz com que ele ainda seja mais sólido do que muitos modelos extremamente básicos vendidos anos depois. Porém, isso não muda o fato de que, em comparação com smartphones de 2026, até mesmo intermediários, o desempenho do S8 Plus já é claramente de outra geração.

Software e recursos

Se há um ponto em que o Samsung Galaxy S8 Plus mais sente o passar do tempo em 2026, é no software. O aparelho saiu de fábrica com uma versão antiga do Android e, ao longo dos anos, recebeu algumas atualizações importantes, mas já está há muito tempo fora do ciclo oficial de suporte da Samsung. Isso significa que ele não recebe novas versões do sistema nem pacotes de segurança regulares, algo que hoje é considerado essencial em um smartphone.

Para o usuário leigo, pode parecer que “se está funcionando, está tudo bem”, mas a falta de atualizações vai além de simplesmente não ter a interface mais nova. Aplicativos modernos são desenvolvidos pensando nas versões mais recentes do Android, explorando recursos que não existiam na época do S8 Plus. Com o tempo, isso pode gerar incompatibilidades, perda de funções ou até a impossibilidade de instalar determinadas versões de apps no futuro. O celular continua abrindo redes sociais e mensageiros, mas a longo prazo a experiência tende a ficar cada vez mais limitada.

A questão da segurança também merece atenção. Smartphones armazenam fotos, conversas, senhas, dados bancários e acesso a redes sociais. Sem atualizações de segurança frequentes, o sistema fica mais exposto a falhas que já foram corrigidas em aparelhos mais novos. Isso não quer dizer que o S8 Plus será automaticamente invadido, mas o nível de proteção é claramente inferior ao de um modelo recente ainda dentro do suporte oficial.

Em termos de recursos, o contraste com 2026 é grande. Hoje, muitos smartphones contam com funções avançadas de inteligência artificial integradas ao sistema, melhorias profundas em multitarefa, tradução em tempo real, recursos de edição de fotos com IA, otimizações de bateria baseadas em aprendizado de uso e integrações mais inteligentes entre dispositivos. O Galaxy S8 Plus pertence a uma geração anterior, em que esses recursos ainda engatinhavam ou simplesmente não existiam. A interface da Samsung presente nele é funcional, mas visualmente e em termos de funcionalidades, já mostra sua idade.

Os métodos de segurança biométrica também refletem essa diferença. O aparelho oferece leitor de digitais traseiro, reconhecimento facial básico e leitor de íris, que eram considerados avançados no lançamento. Porém, as soluções atuais são mais rápidas, integradas e seguras, com sensores sob a tela e algoritmos mais sofisticados. No uso diário, os sistemas do S8 Plus ainda funcionam, mas não têm a mesma agilidade nem o mesmo nível de confiabilidade dos modelos recentes.

Apesar disso, a experiência não é totalmente negativa. A interface é relativamente leve, e muitos usuários podem achar até mais simples e direta do que as versões atuais, cheias de recursos extras. Para quem só quer fazer o básico, como usar apps, navegar e personalizar o visual, o sistema ainda cumpre seu papel. O problema é que ele está parado no tempo, enquanto o resto do ecossistema Android continua evoluindo.

Bateria

A bateria do Samsung Galaxy S8 Plus sempre foi vista como um ponto equilibrado em seu lançamento. Com capacidade de 3.500 mAh, ela era considerada adequada para sustentar a tela grande e o hardware potente da época, geralmente entregando um dia inteiro de uso moderado. Em 2017, isso colocava o aparelho dentro do esperado para um topo de linha. Em 2026, porém, a discussão sobre bateria vai muito além do número de miliampère-hora.

O primeiro fator a considerar é o desgaste natural. Baterias de íons de lítio se degradam com o tempo e com os ciclos de carga. Em um aparelho com quase dez anos de existência, é muito provável que a bateria original já tenha perdido uma parte significativa de sua capacidade. Mesmo que o celular ainda ligue e funcione normalmente, a autonomia real pode ser bem menor do que era quando novo. Isso significa que, na prática, o usuário pode precisar carregar o aparelho mais de uma vez por dia, especialmente se usar redes sociais, vídeos e navegação com frequência.

Além da degradação física, o próprio conjunto de hardware influencia. O processador e os componentes do S8 Plus não contam com as otimizações energéticas mais modernas. Chips atuais conseguem entregar mais desempenho gastando menos energia, enquanto o hardware do S8 Plus, embora eficiente para sua época, consome mais em tarefas pesadas. Isso se soma à tela de alta resolução, que também exige energia, principalmente em brilho elevado.

O aparelho oferece carregamento rápido e carregamento sem fio, recursos que eram diferenciais no lançamento e ainda são úteis hoje. Porém, os padrões de velocidade de carregamento evoluíram. Em 2026, muitos smartphones carregam grande parte da bateria em poucos minutos, enquanto o S8 Plus leva mais tempo para completar o ciclo. Isso não é um grande problema para quem tem paciência, mas reforça a sensação de estar usando uma tecnologia de outra geração.

Outro ponto importante é que muitos S8 Plus à venda atualmente podem já ter passado por troca de bateria. Isso pode ser positivo, caso a peça seja de boa qualidade, mas também pode representar risco se o serviço não foi bem feito ou se a bateria instalada não é original. Além disso, abrir o aparelho pode comprometer a vedação contra água, reduzindo a resistência que ele tinha de fábrica.

No uso real em 2026, a experiência de bateria do Galaxy S8 Plus tende a variar bastante de unidade para unidade. Alguns usuários podem conseguir um desempenho aceitável para uso leve, enquanto outros vão sentir a necessidade de andar sempre com carregador ou power bank. De qualquer forma, é difícil esperar a mesma tranquilidade de autonomia que aparelhos modernos oferecem, com baterias maiores e sistemas mais inteligentes de gerenciamento de energia.

Câmera

A câmera foi um dos grandes orgulhos do Samsung Galaxy S8 Plus em seu lançamento. Na época, a Samsung já investia pesado em processamento de imagem, e o sensor traseiro de 12 MP com estabilização óptica de imagem (OIS) entregava fotos com ótima nitidez, bom alcance dinâmico e cores agradáveis. Durante anos, ele foi considerado um dos melhores conjuntos fotográficos do mercado móvel. Em 2026, porém, o cenário da fotografia em smartphones evoluiu de forma tão intensa que o que antes era topo de linha hoje ocupa um patamar bem mais modesto.

Em boas condições de luz, o S8 Plus ainda consegue registrar fotos bonitas. A definição é adequada para redes sociais, as cores continuam vibrantes e o foco automático funciona com precisão na maioria das situações. Para fotos ao ar livre, durante o dia, o resultado pode surpreender positivamente quem não tem como referência os modelos mais recentes. A estabilização óptica ajuda a reduzir tremidos, e a gravação de vídeo em 4K continua sendo um recurso respeitável no papel.

O problema aparece quando as condições deixam de ser ideais. Smartphones atuais contam com múltiplas câmeras, sensores maiores, modos noturnos avançados e forte uso de inteligência artificial para melhorar fotos em ambientes escuros. O Galaxy S8 Plus pertence a uma geração em que esse processamento ainda era limitado. Em fotos noturnas ou em ambientes internos com pouca luz, as imagens tendem a apresentar mais ruído, menos detalhes e cores menos precisas. O alcance dinâmico também fica atrás, resultando em áreas muito claras estouradas ou sombras sem informação.

Outro ponto é a versatilidade. O S8 Plus possui apenas uma câmera traseira, sem lente ultra-wide, teleobjetiva ou recursos de zoom óptico que se tornaram comuns. Isso limita as possibilidades criativas. Hoje, muitos usuários estão acostumados a enquadramentos mais abertos, retratos com desfoque mais natural e aproximações sem grande perda de qualidade, algo que simplesmente não faz parte do conjunto do aparelho.

A câmera frontal de 8 MP também reflete sua época. Ela é suficiente para selfies em boa iluminação e chamadas de vídeo, mas não entrega o nível de detalhes, modos retrato refinados e tratamento de pele que smartphones atuais oferecem. Para quem publica fotos com frequência ou valoriza muito a câmera frontal, a diferença é perceptível.

Isso não significa que a câmera do S8 Plus seja inutilizável. Para registros ocasionais, fotos do dia a dia e compartilhamentos simples, ela ainda dá conta do recado. O que muda é o padrão de comparação. Em 2017, ela competia com o topo do mercado; em 2026, ela compete mais com aparelhos básicos ou serve como solução aceitável para quem não tem grandes exigências fotográficas.

Considerações finais

Analisar o Samsung Galaxy S8 Plus em 2026 é, acima de tudo, olhar para o encontro entre duas realidades muito diferentes. De um lado, temos um aparelho que foi símbolo de inovação, com design sofisticado, tela de altíssima qualidade para sua época e acabamento que ainda hoje transmite sensação de produto premium. De outro, enfrentamos um mercado que evoluiu rapidamente em desempenho, software, câmeras, bateria e recursos inteligentes, elevando o padrão do que se espera até mesmo de celulares intermediários.

Ao longo dos anos, o S8 Plus deixou de ser um topo de linha para se tornar uma opção de entrada no mercado de usados. Ele ainda é capaz de cumprir funções básicas, como redes sociais, vídeos, mensagens e navegação, e pode agradar quem vem de aparelhos muito simples. A tela continua sendo um destaque, o design ainda chama atenção e o conjunto geral não é frágil a ponto de ser inutilizável. Para um uso leve, sem grandes exigências, ele consegue funcionar de forma aceitável.

Porém, os limites aparecem com clareza. O desempenho já não acompanha a complexidade dos aplicativos atuais, o software está desatualizado e sem suporte oficial, a bateria sofre com o desgaste do tempo e a câmera, embora competente em boas condições, ficou muito atrás das soluções modernas. Esses fatores somados fazem com que a experiência geral seja mais lenta, menos segura e menos versátil do que a oferecida por muitos smartphones lançados anos depois, inclusive modelos intermediários.

Isso coloca o Galaxy S8 Plus em uma posição muito específica no mercado de 2026. Ele pode fazer sentido apenas quando encontrado por um preço realmente muito baixo e para um perfil de usuário que sabe exatamente o que está levando: um aparelho antigo, funcional, mas limitado. Para quem busca fluidez, longevidade de software, boas fotos em qualquer situação e autonomia confiável, investir um pouco mais em um modelo mais recente tende a ser uma escolha muito mais inteligente a médio e longo prazo.

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