Linha Galaxy S Sofre com Listras na Tela Após Android 15 e Pressiona Resposta da Samsung

Nos últimos meses, a comunidade de usuários da Samsung tem acompanhado com crescente preocupação uma onda de relatos sobre o aparecimento repentino de listras verticais coloridas — geralmente verdes, rosas, brancas ou mesmo completamente pretas — em modelos da linha Galaxy S após a atualização para o Android 15, acompanhado da interface One UI 7. O problema não é isolado nem restrito a um único modelo: proprietários de aparelhos como o Galaxy S21 FE, Galaxy S21+, Galaxy S21 Ultra, Galaxy S22, Galaxy S22+, Galaxy S22 Ultra e até mesmo unidades do Galaxy S23 afirmam que as linhas surgiram de forma abrupta logo depois da instalação da nova versão do sistema, muitas vezes sem qualquer sinal prévio de falha.

O que inicialmente parecia um pequeno conjunto de reclamações começou a ganhar proporções maiores à medida que mais usuários passaram a expor suas experiências em fóruns, redes sociais, grupos técnicos, vídeos no YouTube e páginas especializadas. A situação acabou levantando debates sobre a confiabilidade das atualizações recentes da Samsung, reacendendo memórias de episódios anteriores envolvendo o temido “green line”, um defeito que já afetou gerações de aparelhos com telas AMOLED da fabricante.

A dinâmica do problema tem chamado atenção pela coincidência temporal extremamente forte: a maioria dos casos descritos aponta que as linhas só apareceram imediatamente após o update. Isso tem levantado questionamentos sobre possíveis falhas no firmware do painel, bugs no controlador de tela ou até mesmo impactos indiretos da atualização em componentes já sensíveis ao desgaste. Para o usuário comum, a situação é angustiante, pois um defeito visual dessa natureza afeta diretamente a experiência de uso — desde assistir vídeos e jogar até simplesmente navegar ou ler textos.

Em paralelo, centros autorizados e assistências independentes relatam aumento de atendimentos envolvendo exatamente o mesmo sintoma após o update, enquanto consumidores tentam entender se o problema é uma coincidência, se está ligado a desgaste natural do painel ou se há responsabilidade da própria atualização. O tema rapidamente se transformou em uma discussão que mistura tecnologia, suporte ao consumidor, engenharia de telas e até políticas de pós-venda da Samsung em diferentes regiões do mundo.

Diante do avanço constante desses relatos e da incerteza sobre a real origem do defeito, este artigo analisa em profundidade o que está acontecendo, explora as possíveis causas técnicas, apresenta o que a Samsung tem dito e feito e discute quais são as opções reais para usuários que foram surpreendidos pelas temidas linhas coloridas após instalar o Android 15.

Como o problema aparece

Para compreender a dimensão do problema, é importante observar como, exatamente, as linhas começam a aparecer e em quais circunstâncias os usuários têm reportado o fenômeno. A maioria dos relatos segue um padrão muito específico: o aparelho funciona normalmente até o momento em que o Android 15 é instalado e o dispositivo reinicia pela primeira vez. Logo na tela inicial, ou alguns minutos depois, uma ou mais listras verticais finas passam a atravessar o display de cima a baixo. Em casos mais raros, essas linhas surgem apenas horas ou dias após a atualização, mas ainda assim sem qualquer gatilho evidente, como quedas ou danos físicos.

Os usuários descrevem uma variedade de comportamentos: alguns veem uma única linha verde extremamente brilhante; outros relatam múltiplas faixas em tons de rosa e branco, às vezes acompanhadas de uma linha mais escura, quase apagada, que indica falha de subpixels em regiões contínuas do painel AMOLED. Em certos relatos, a intensidade da linha oscila dependendo do brilho da tela ou do tipo de conteúdo exibido, sugerindo uma possível relação com o funcionamento elétrico dos subpixels orgânicos. Há também situações nas quais a linha desaparece momentaneamente após reiniciar o aparelho, mas retorna minutos depois — comportamento típico de falha intermitente relacionada ao circuito de controle do display.

Os modelos mais frequentemente citados vão desde o Galaxy S21 FE até unidades mais recentes do Galaxy S23, com maior incidência nos aparelhos das famílias S21 e S22. Em fóruns internacionais e brasileiros, proprietários afirmam que os smartphones estavam em perfeito estado até o momento do update, o que reforça a suspeita de ligação direta com a atualização. Muitos enfatizam que seus dispositivos nunca caíram, não foram expostos a água e não apresentavam qualquer sintoma prévio de sobreaquecimento ou distorção visual.

As discussões em comunidades especializadas como Reddit, grupos no Telegram, páginas no Facebook e comentários em vídeos de criadores como Gesiel Taveira e Tukemperial revelam uma crescente frustração. Usuários compartilham fotos e vídeos do defeito para comprovar a veracidade do problema, e a semelhança visual entre os casos é impressionante — quase sempre a mesma linha vertical, na mesma posição, surgindo após o mesmo evento: a atualização.

Além disso, centros autorizados começaram a notar um volume atípico de atendimentos envolvendo o mesmo sintoma. Técnicos relatam que o número de aparelhos com linhas verticais aumentou notavelmente nas semanas posteriores ao update para a One UI 7. Em alguns casos, consumidores até mencionam que funcionários das assistências demonstram familiaridade imediata com o problema, indicando que ele não é pontual, mas recorrente.

Outro ponto importante é a distribuição global dos relatos. Eles não se limitam ao Brasil: usuários na Índia, Europa e partes da América Latina também enfrentam o problema, o que descarta a tese de um lote regional defeituoso e aponta para algo que pode envolver firmware, driver de display ou interações específicas do Android 15 com determinados componentes.

Por fim, chama atenção o fato de que muitos usuários afirmam ter mantido o aparelho em ótimo estado físico e de bateria, reforçando a ideia de que não se trata simplesmente de uma falha natural por desgaste. A coincidência temporal — linhas aparecendo logo após o update — é tão consistente que se tornou o principal elemento que alimenta as discussões nas redes e pressiona a Samsung por posicionamentos mais claros.

Possíveis causas

A origem do surgimento das listras coloridas após a atualização para o Android 15 ainda não foi oficialmente explicada pela Samsung, mas análises de técnicos, padrões observados nos relatos e o histórico da indústria de telas OLED permitem levantar hipóteses sólidas e tecnicamente consistentes. Embora nenhuma dessas hipóteses seja isoladamente conclusiva, juntas elas formam um quadro muito mais amplo que ajuda a entender por que tantos aparelhos passaram a exibir exatamente o mesmo tipo de falha, quase sempre após o mesmo evento: a instalação da nova versão do sistema.

A primeira hipótese considerada por especialistas é a de um bug de software ou de firmware relacionado ao controlador do display. Toda tela AMOLED moderna depende de um conjunto de drivers e rotinas que controlam tensões elétricas, ativação de subpixels, temporização de varredura e curvas de ajuste de brilho. Quando ocorre uma grande atualização de sistema — como a transição para o Android 15 e o pacote de mudanças incluído na One UI 7 — esses drivers podem ser atualizados, substituídos ou reconfigurados. Se a nova rotina de comunicação entre o processador e o painel contiver um erro, mesmo pequeno, isso pode afetar a forma como a tela gerencia suas linhas de pixels, gerando artefatos visuais como os traços verticais observados pelos usuários.

Esse tipo de falha já foi registrado em outros ciclos de atualização no passado, tanto em dispositivos Samsung quanto em smartphones de outras marcas. A transição para uma nova geração do Android costuma exigir adaptações em baixo nível, envolvendo bibliotecas gráficas, módulos de energia e rotinas internas do firmware do display. Dependendo do lote de hardware, do fornecedor do painel e das variações regionais, pequenas diferenças de tolerância podem causar comportamentos anômalos em alguns aparelhos, mas não em outros — explicando por que o problema não atinge 100% das unidades.

Outra hipótese amplamente discutida entre técnicos envolve interação entre o novo software e componentes físicos já desgastados ou sensíveis. Painéis AMOLED têm vida útil limitada, especialmente após anos de uso, calor e ciclos de carga e descarga. Quando um painel já começa a apresentar degradação quase imperceptível, uma mudança brusca na forma como o sistema inicializa o display — por exemplo, alterando tensões mínimas para ativação de subpixels ou o modo como o brilho é calibrado — pode expor um problema latente que antes permanecia invisível. Nesse cenário, não é que a atualização “quebre” o painel, mas sim que ela altere condições técnicas que deixam evidente uma falha já existente, gerando as famigeradas linhas.

Há também considerações sobre o cabo flex (ribbon) que conecta o display à placa-mãe. Em alguns aparelhos, esse cabo pode sofrer microdegradação com o tempo devido à temperatura interna, pressão mecânica ou simples desgaste natural. Uma atualização que altere a forma como o aparelho gerencia picos de energia, inicia cargas elétricas ou ativa o painel ao ligar poderia desencadear instabilidades nessa conexão, produzindo linhas intermitentes ou contínuas. Técnicos de centros autorizados relatam que, em alguns casos, a simples “pressão” no topo do display ou na lateral causa alteração temporária no padrão das linhas — um indicativo típico de falha de conexão.

Um ponto relevante observado por analistas de hardware é que múltiplos fornecedores de painéis AMOLED produzem as telas da linha Galaxy S, e cada fornecedor utiliza ajustes próprios de calibração, drivers e lotes de materiais. Isso significa que nem todas as telas reagem da mesma forma a mudanças de firmware, mesmo dentro de um único modelo de smartphone. Essa diversidade de hardware, combinada com uma atualização profunda do sistema, pode resultar em incompatibilidades muito específicas, afetando alguns aparelhos enquanto outros seguem funcionando perfeitamente.

Outra possível causa discutida por engenheiros e especialistas é a alteração no gerenciamento térmico introduzido pelo Android 15. Mudanças no controle de temperatura podem fazer com que o aparelho opere em faixas térmicas levemente diferentes durante o uso normal ou durante a atualização. Em painéis AMOLED mais antigos ou parcialmente degradados, essas variações térmicas podem provocar irregularidades elétricas nos circuitos de varredura vertical do display, o que coincide diretamente com o surgimento de listras verticais.

Por fim, há relatos que sugerem uma possível falha específica no momento do reboot pós-atualização. Isso porque muitos usuários afirmam que as linhas apareceram na primeira inicialização após o update — justamente quando o novo firmware do dispositivo realiza calibrações internas de brilho, contrastes, tensões e rotina de pixels. Uma configuração aplicada incorretamente nesse instante crítico poderia gerar danos lógicos à forma como o painel interpreta as instruções de varredura, travando uma linha de subpixels em estado permanente.

Apesar dessas hipóteses serem tecnicamente plausíveis e compatíveis com o comportamento observado, nenhuma delas isoladamente explica todos os casos. A impressão mais forte entre técnicos é que o problema é multifatorial: pode haver aparelhos com falha genuína de hardware, aparelhos em que o firmware provocou falha lógica e aparelhos em que a atualização apenas expôs uma degradação silenciosa da tela.

O elemento mais importante, porém, é a coincidência temporal quase absoluta. A imensa maioria dos relatos registra o surgimento das linhas logo após o update — o que levanta questionamentos inevitáveis sobre a estabilidade do firmware lançado e a necessidade de investigações mais profundas da Samsung.

O que a Samsung têm feito até agora

A reação da Samsung ao aumento de relatos sobre o surgimento de listras coloridas após a atualização para o Android 15 tem sido marcada por diferentes frentes de atuação, algumas visíveis ao público e outras percebidas apenas por quem procurou suporte técnico. Embora a empresa não tenha publicado, até o momento, um comunicado global unificado reconhecendo explicitamente o problema, há movimentos consistentes por parte de seus canais de atendimento, centros autorizados e etapas do próprio processo de atualização que sugerem uma investigação interna em andamento.

O primeiro movimento da Samsung foi adotar uma postura de suporte individualizado. Ou seja, em vez de emitir um comunicado oficial confirmando a falha, a empresa passou a orientar usuários, caso a caso, a buscar diagnóstico em assistências autorizadas. Nos atendimentos por telefone e chat, representantes sugerem passos básicos de troubleshooting — como reiniciar o aparelho, realizar cache wipe, iniciar em modo de segurança ou reinstalar o software via Smart Switch — enquanto avaliam se há indícios de falha por dano físico. Essa abordagem, embora comum na indústria, frustrou alguns usuários que buscavam uma resposta mais ampla e concreta.

Paralelamente, centros de assistência autorizada começaram a relatar uma orientação interna recorrente: em aparelhos sem sinais de impacto, sem marcas de pressão e sem oxidação, o defeito deveria ser analisado como potencial falha não relacionada a mau uso, o que abria caminho para possíveis reparos mais flexíveis, dependendo das políticas da região. Técnicos que atuam em autorizadas mencionam que a Samsung, em ciclos anteriores de problemas semelhantes, já chegou a autorizar trocas de tela sob condições específicas — e alguns desses padrões parecem estar se repetindo. Em determinados países asiáticos e europeus, consumidores relataram ter recebido substituições de tela sem custo da peça, pagando apenas pela mão de obra ou, em alguns casos, nem isso.

Outro indicativo de que a Samsung reconheceu internamente a existência de alguma anomalia é a pausa temporária observada no rollout do Android 15/One UI 7 para alguns modelos. Diversos usuários notaram que, em certos mercados, o update deixou de ser oferecido por alguns dias, algo que normalmente só ocorre quando uma falha séria é detectada nos primeiros lotes de instalação. Pausar uma atualização não é uma medida trivial; ela afeta cronogramas globais de distribuição e geralmente é aplicada quando há risco de prejudicar a experiência de uma parcela significativa de usuários.

Além disso, pequenas atualizações e patches corretivos começaram a surgir em algumas regiões, muitas vezes sem changelog detalhado. Esse tipo de atualização silenciosa normalmente corrige falhas específicas relacionadas a desempenho, estabilidade e — mais importante — compatibilidade de hardware, incluindo drivers de display. Embora a Samsung não tenha confirmado oficialmente que esses patches visam o problema das listras, a coincidência entre o período de relatos e o surgimento desses micro-updates sugere que, pelo menos em parte, a empresa está ajustando parâmetros do firmware do painel.

Nos bastidores, há indícios de que a Samsung está coletando informações técnicas diretamente das assistências autorizadas. Quando um usuário leva o aparelho para diagnóstico, os técnicos realizam testes internos que geram logs detalhados sobre o comportamento elétrico e lógico do painel. Esses relatórios são enviados aos servidores corporativos para análise, permitindo que engenheiros identifiquem padrões nos defeitos. Esse tipo de coleta de dados é comum quando uma fabricante suspeita que o problema pode ser sistêmico.

Outro ponto importante é que, em algumas regiões, especialmente onde as políticas de pós-venda são mais rígidas, consumidores relatam que a Samsung tem implementado programas regionais de substituição gratuita de tela, similares aos que foram disponibilizados durante o auge do chamado “green line issue” nas gerações anteriores da linha Galaxy S. Esses programas, porém, não são universais; dependem de fatores como legislação local, volume de reclamações e negociações internas entre distribuidores e a matriz da Samsung.

No Brasil, o atendimento tem variado de caso a caso. Há relatos de usuários que conseguiram troca gratuita da peça após análise da assistência, especialmente quando o aparelho ainda se encontrava dentro do período de garantia estendida de programas internos da Samsung. Outros, porém, receberam orçamentos completos de troca de display, indicando que a fabricante ainda não adotou uma política padronizada no país. A falta de uniformidade gerou críticas, especialmente entre consumidores mais atentos às políticas aplicadas em outros mercados.

Por fim, vale ressaltar que a Samsung, assim como outras gigantes da tecnologia, costuma adotar uma estratégia de comunicação cautelosa nesses casos. A empresa tende a reconhecer publicamente um problema somente quando ele é replicável em grande escala e há uma solução clara em andamento. Enquanto isso não ocorre, a metodologia interna é observar, coletar dados, corrigir silenciosamente o que for possível via software e adotar medidas pontuais de suporte em mercados onde a pressão do consumidor é maior.

Soluções oferecidas pela Samsung

A reação da Samsung ao aumento de relatos envolvendo linhas coloridas nos modelos Galaxy S tem sido marcada por um misto de orientações gerais e respostas regionais, que variam conforme o país e o canal de suporte acionado pelo usuário. Embora a empresa ainda não tenha emitido um comunicado técnico unificado ou uma nota pública admitindo uma falha estrutural, como já ocorreu em outros episódios envolvendo telas AMOLED, o comportamento observado nos centros de atendimento autorizados e no suporte online revela um padrão que merece atenção. Em muitos casos, os consumidores relatam que a Samsung recomenda, como primeira intervenção, a tradicional série de verificações preliminares, que envolvem limpeza do cache do sistema, inicialização em modo seguro e restauração de fábrica — procedimentos que, embora úteis para problemas de software, não demonstram eficácia real no desaparecimento das linhas, reforçando a hipótese de que a origem do defeito é predominantemente física.

Alguns usuários, sobretudo aqueles que possuem aparelhos ainda dentro do período de garantia contratual, afirmam ter recebido a substituição gratuita do display, sem qualquer custo adicional. Isso parece ocorrer de forma mais frequente nos modelos mais novos, especialmente o Galaxy S23, mas não constitui uma regra aplicada de maneira uniforme. Já consumidores com dispositivos fora da garantia relatam decisões diversas: enquanto alguns conseguem um “desconto de boa vontade” para troca da tela — algo semelhante ao que a empresa já fez em campanhas de extensão de garantia em outros mercados — outros recebem apenas a orientação para pagar integralmente pelo reparo, cujo valor ultrapassa facilmente metade do preço atual do aparelho, tornando-o economicamente inviável para muitos.

É importante destacar que, internamente, assistências autorizadas também reconhecem a possibilidade de que a falha possa ter sido agravada pela atualização para o Android 15, mesmo que não necessariamente causada por ela. Isso porque atualizações profundas do sistema podem exigir reconfigurações específicas no gerenciamento do painel, alterando temporariamente parâmetros como frequência de atualização, brilho e tensão aplicada. Se um display já apresenta desgaste acumulado, o novo firmware pode simplesmente acelerar a manifestação visual do problema. Apesar disso, não há confirmação oficial da Samsung de que exista correlação direta entre o Android 15 e o surgimento das linhas.

Para consumidores que buscam alternativas antes de recorrer ao reparo, a Samsung mantém recursos de diagnóstico por meio do aplicativo Samsung Members. Ele permite verificar falhas de pixels, testar a integridade do display e gerar relatórios enviados automaticamente ao suporte técnico. Porém, até o momento, nenhum desses diagnósticos indicou uma correção remota ou via update capaz de eliminar as linhas — reforçando que, quando aparecem, geralmente já estamos diante de um dano consolidado no painel.

No cenário atual, a sensação predominante entre os usuários é de incerteza. A ausência de um comunicado oficial unificado deixa margem para que consumidores compartilhem experiências divergentes, o que alimenta ainda mais a percepção de que a solução depende mais da sorte e da negociação individual do que de uma política padronizada. Para quem enfrenta o problema, o melhor caminho ainda é documentar tudo — fotos, vídeos, datas das ocorrências e registros de atualização — e procurar imediatamente uma assistência autorizada, insistindo na análise detalhada e solicitando avaliações que considerem eventuais políticas internas de exceção.

Considerações finais

À medida que os relatos de linhas coloridas nos modelos da linha Galaxy S continuam a se multiplicar, o cenário se torna cada vez mais preocupante para quem confiou em aparelhos premium da Samsung e agora convive com um defeito visual que compromete não apenas a experiência, mas também o valor de mercado do dispositivo. Embora a atualização para o Android 15 tenha sido apontada como o estopim para o aparecimento das faixas verticais e horizontais, todas as evidências sugerem que o problema tem raízes mais profundas, relacionadas à durabilidade do painel AMOLED e à forma como ele envelhece ao longo dos anos. A atualização, nesse contexto, funciona menos como causa e mais como catalisadora, revelando um dano que já existia, mas ainda não se manifestava.

A postura da Samsung, por sua vez, permanece difusa e fragmentada. Sem um posicionamento oficial unificado, os consumidores acabam à mercê de orientações inconsistentes, que variam de centro para centro e de atendente para atendente. Alguns conseguem reparo gratuito; outros são orientados a pagar pelo display completo, mesmo que o defeito tenha surgido imediatamente após a atualização obrigatória do sistema. A ausência de um comunicado firme reforça a sensação de que a empresa tenta administrar o problema em silêncio, limitando o impacto público enquanto lida caso a caso nos bastidores.

No fim das contas, o mais importante — e o que mais interessa ao usuário — é a garantia de que um problema dessa magnitude seja tratado com transparência e responsabilidade. Afinal, não estamos falando de danos causados por mau uso, quedas ou pressão excessiva, mas de um vício de funcionamento que vem afetando centenas de consumidores simultaneamente, em diferentes países, com os mesmos modelos e após o mesmo evento: a atualização para o Android 15. A tendência é que, quanto mais esse tema ganhar proporção, maior a pressão para que a Samsung se manifeste oficialmente e ofereça uma solução mais ampla, seja por meio de reparos custeados pela empresa, seja por meio de uma campanha formal de substituição ou compensação.

Até que isso aconteça, resta ao consumidor se informar, registrar o problema com detalhes, insistir no atendimento e buscar seus direitos. O debate está aberto, os relatos continuam surgindo diariamente e a expectativa é que, em algum momento, a Samsung tome uma posição definitiva. Até lá, o caso das linhas na tela segue como mais um episódio que coloca em xeque a relação entre atualizações de software, desgaste de hardware e responsabilidade das fabricantes frente aos usuários.

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