Você ainda usaria um iPad Pro 9.7 em 2026? Veja o que descobrimos

Quando a Apple apresentou o iPad Pro 9.7 em 2016, a proposta era clara: oferecer um tablet compacto, mas com recursos avançados o suficiente para substituir, em muitos cenários, um computador tradicional. Na época, isso parecia ambicioso — e, de certa forma, foi. O modelo trouxe inovações relevantes como tela com tecnologia True Tone, som com quatro alto-falantes e desempenho acima da média para dispositivos móveis daquele período.

Avançando quase dez anos no tempo, o cenário mudou drasticamente. O mercado de tablets evoluiu, o conceito de produtividade móvel se expandiu e as exigências dos usuários cresceram em ritmo acelerado. Hoje, em 2026, dispositivos são cobrados não apenas por desempenho bruto, mas também por longevidade de software, integração com ecossistemas modernos e capacidade de lidar com múltiplas tarefas de forma fluida e eficiente.

É justamente nesse contexto que o iPad Pro 9.7 precisa ser analisado. Afinal, não se trata apenas de avaliar o que ele foi — mas sim entender o que ele ainda consegue entregar atualmente. E isso envolve considerar uma série de fatores que vão muito além da ficha técnica, como otimização do sistema, compatibilidade com aplicativos atuais, desgaste natural do hardware e até mesmo o tipo de uso que o usuário pretende dar ao dispositivo.

Para quem busca um tablet acessível, por exemplo, pode surgir a dúvida: ainda vale a pena investir em um modelo antigo como esse? Já para quem já possui o aparelho, a questão muda de perspectiva: até quando ele ainda será funcional no dia a dia? Essas perguntas são cada vez mais comuns, especialmente em um cenário onde a tecnologia avança rápido, mas nem todo mundo acompanha esse ritmo com upgrades constantes.

Outro ponto importante é que o iPad Pro 9.7 ocupa uma posição curiosa em 2026. Ele não é exatamente um dispositivo obsoleto — ainda funciona, ainda executa tarefas básicas e ainda oferece uma experiência aceitável em vários aspectos. Por outro lado, também está longe de atender plenamente às demandas mais modernas, principalmente quando comparado a tablets atuais, inclusive modelos intermediários.

Por isso, este artigo vai além de uma análise superficial. A ideia é destrinchar, com profundidade e clareza, cada aspecto do dispositivo. Tudo isso com uma linguagem acessível, mas sem abrir mão de detalhes técnicos que ajudam a entender, de fato, o que esperar desse tablet em 2026.

Design e construção

Mesmo após quase uma década desde o seu lançamento, o iPad Pro 9.7 ainda consegue passar uma sensação imediata de produto premium — algo que não é comum em dispositivos tão antigos. Isso se deve, principalmente, à consistência do design adotado pela Apple ao longo dos anos, que sempre priorizou materiais de alta qualidade, construção sólida e acabamento refinado.

O corpo em alumínio anodizado continua sendo um dos grandes destaques. Ao segurar o dispositivo, é perceptível que não se trata de um tablet básico, mesmo em comparação com muitos modelos atuais de entrada. A rigidez estrutural, a ausência de folgas e a precisão dos encaixes mostram um nível de engenharia que envelheceu muito bem. Em 2026, isso ainda faz diferença, principalmente para usuários que valorizam durabilidade e sensação tátil no uso diário.

A espessura de apenas 6,1 mm e o peso na faixa dos 440 gramas continuam sendo pontos positivos relevantes. Na prática, isso significa que o tablet ainda é extremamente confortável para uso prolongado, seja para leitura, navegação ou consumo de conteúdo. Diferente de dispositivos maiores ou mais pesados, o iPad Pro 9.7 mantém uma portabilidade que facilita o uso em diferentes situações, como no transporte público, na cama ou até mesmo segurando com uma única mão.

No entanto, apesar de todos esses méritos, alguns elementos do design começam a evidenciar claramente a idade do aparelho. O botão físico frontal com Touch ID, por exemplo, remete a uma geração anterior de dispositivos, já que os modelos mais recentes adotaram soluções com bordas reduzidas e autenticação biométrica mais avançada. Além disso, as bordas ao redor da tela são consideravelmente mais espessas quando comparadas aos padrões atuais, o que impacta diretamente na sensação de imersão.

Outro ponto que denuncia o tempo é a presença do conector Lightning. Em 2026, o padrão USB-C já se consolidou como dominante, oferecendo maior versatilidade, velocidades superiores e compatibilidade mais ampla com acessórios. Isso significa que o usuário do iPad Pro 9.7 pode enfrentar limitações na hora de conectar periféricos mais modernos ou integrar o dispositivo a setups mais atuais.

Ainda assim, é importante destacar que o design não compromete a usabilidade — pelo contrário. Todos os botões físicos, como controle de volume e liga/desliga, continuam bem posicionados e responsivos. A ergonomia geral é bem resolvida, e o formato compacto favorece tanto o uso casual quanto tarefas mais focadas, como leitura de documentos ou anotações.

Outro detalhe interessante é a presença dos quatro alto-falantes distribuídos nas extremidades do dispositivo, algo que não apenas influencia o áudio, mas também contribui para o equilíbrio do design. Essa simetria reforça a sensação de produto bem pensado, onde cada elemento tem uma função clara dentro da experiência geral.

Tela e som

Se há um aspecto em que o iPad Pro 9.7 ainda consegue surpreender mesmo após tantos anos, é na qualidade da sua experiência multimídia. A combinação entre tela bem calibrada e sistema de som avançado para a época faz com que ele continue sendo bastante competente para consumo de conteúdo — algo que, para muitos usuários, ainda é o principal uso de um tablet.

A tela de 9,7 polegadas com resolução de 2048 x 1536 pixels mantém um nível de nitidez que dificilmente decepciona. Em termos práticos, isso significa textos bem definidos, imagens com bom nível de detalhe e uma experiência confortável tanto para leitura quanto para navegação na web. Mesmo em 2026, essa densidade de pixels ainda está dentro de um padrão considerado “retina”, ou seja, suficiente para que o usuário comum não perceba os pixels a olho nu em uma distância normal de uso.

Um dos grandes diferenciais desse modelo é o suporte à tecnologia True Tone, algo que, na época, foi introduzido justamente nessa linha. Esse recurso ajusta automaticamente a temperatura de cor da tela de acordo com a iluminação do ambiente, tornando a visualização mais natural e menos cansativa para os olhos. No uso cotidiano, isso faz uma diferença real, principalmente para quem passa muito tempo lendo ou consumindo conteúdo em diferentes condições de luz.

Além disso, o painel oferece suporte à ampla gama de cores (P3), o que permite cores mais vibrantes e fiéis em comparação com telas mais básicas. Isso se traduz em vídeos com aparência mais rica, fotos mais vivas e uma experiência geral mais agradável. Mesmo sem tecnologias mais modernas como altas taxas de atualização (ProMotion) ou painéis OLED, a qualidade da tela ainda se mantém acima da média de muitos tablets intermediários atuais.

Por outro lado, é importante reconhecer algumas limitações. O brilho máximo, embora ainda adequado para ambientes internos, pode não ser suficiente em situações de luz solar intensa, algo que modelos mais recentes conseguem lidar melhor. Além disso, a taxa de atualização padrão de 60 Hz já não entrega a mesma fluidez percebida em dispositivos mais modernos, especialmente ao rolar páginas ou navegar por interfaces mais complexas.

No quesito áudio, o iPad Pro 9.7 continua sendo surpreendentemente competente. O sistema de quatro alto-falantes, distribuídos de forma inteligente nas extremidades do dispositivo, proporciona uma experiência estéreo mais imersiva e equilibrada. Diferente de tablets com apenas dois alto-falantes, aqui há uma separação de canais mais perceptível, o que melhora significativamente a experiência ao assistir vídeos, séries ou até mesmo ao jogar.

Outro ponto interessante é que o sistema ajusta automaticamente a saída de áudio dependendo da orientação do tablet, garantindo que os canais esquerdo e direito permaneçam corretamente posicionados. Esse tipo de detalhe mostra o nível de cuidado no projeto e contribui diretamente para uma experiência mais refinada.

Hardware e desempenho

Se por um lado o iPad Pro 9.7 ainda se sustenta bem em aspectos como construção e multimídia, é no hardware que as limitações ficam mais evidentes em 2026. Isso não é exatamente uma surpresa, já que estamos falando de um dispositivo lançado há quase uma década — um período enorme quando se trata de evolução tecnológica.

Na época do seu lançamento, o chip A9X representava um salto significativo de desempenho dentro do ecossistema da Apple. Ele era capaz de rivalizar com alguns notebooks em tarefas específicas, especialmente quando combinado com a otimização do sistema. No entanto, o cenário atual é completamente diferente. Processadores modernos evoluíram não apenas em potência bruta, mas também em eficiência energética, inteligência artificial embarcada e capacidade de lidar com múltiplas tarefas simultaneamente.

Na prática, isso significa que o iPad Pro 9.7 ainda consegue executar tarefas básicas de forma aceitável. Navegar na internet, assistir vídeos em streaming, ler documentos e utilizar aplicativos mais leves continuam sendo atividades possíveis no dia a dia. Para um uso mais casual, o desempenho pode até parecer suficiente, especialmente para usuários menos exigentes.

O problema começa a aparecer quando o nível de exigência aumenta. Aplicativos mais recentes, atualizações de sistemas e até mesmo páginas da web mais pesadas exigem mais processamento e memória do que esse hardware consegue oferecer com conforto. O resultado são engasgos ocasionais, tempos de carregamento mais longos e uma sensação geral de lentidão em determinadas situações.

A quantidade de 2 GB de RAM é, sem dúvida, um dos principais gargalos em 2026. Hoje, aplicativos são desenvolvidos considerando dispositivos com muito mais memória disponível, o que impacta diretamente na capacidade de multitarefa. Alternar entre apps pode causar recarregamentos frequentes, e manter várias tarefas abertas simultaneamente se torna um desafio claro para o dispositivo.

Outro ponto importante é o desempenho gráfico. Embora o A9X ainda consiga rodar jogos mais simples ou antigos, títulos mais recentes e exigentes já não apresentam uma experiência satisfatória. Quedas de desempenho, redução automática de qualidade gráfica e até incompatibilidade com alguns jogos mais modernos são situações comuns nesse cenário.

Além disso, há um fator que muitas vezes passa despercebido: o desgaste natural do hardware ao longo do tempo. Em 2026, a maioria das unidades disponíveis já passou por anos de uso, o que pode impactar diretamente na performance. Processos internos podem não ser tão eficientes quanto eram originalmente, e isso contribui para uma experiência menos fluida.

Por outro lado, vale destacar que a otimização do sistema da Apple ainda ajuda a manter o dispositivo utilizável dentro de certos limites. Mesmo com hardware antigo, o iPad Pro 9.7 não se torna inutilizável — ele apenas exige expectativas mais realistas por parte do usuário.

Bateria

A bateria do iPad Pro 9.7 sempre foi um dos pontos de equilíbrio do dispositivo. Quando foi lançado, a Apple prometia até 10 horas de uso contínuo em tarefas como navegação via Wi-Fi, reprodução de vídeos e leitura — um padrão que, inclusive, se manteve como referência por muitos anos dentro da linha de tablets da marca.

Em 2026, porém, falar de bateria nesse modelo exige uma análise muito mais prática do que teórica. Isso porque, diferentemente de outros componentes, a bateria é um dos elementos que mais sofrem degradação com o tempo. E considerando que estamos lidando com um dispositivo de quase uma década, o estado atual da bateria varia drasticamente de unidade para unidade.

Na prática, isso significa que dois iPads Pro 9.7 podem oferecer experiências completamente diferentes. Um aparelho pouco utilizado ou que teve a bateria substituída recentemente ainda pode entregar uma autonomia relativamente próxima do aceitável, sendo capaz de aguentar várias horas de uso moderado sem grandes dificuldades. Por outro lado, dispositivos com bateria original e uso intenso ao longo dos anos tendem a apresentar desgaste significativo, reduzindo drasticamente o tempo longe da tomada.

Outro ponto importante é que o próprio tipo de uso em 2026 mudou em relação a 2016. Aplicativos mais pesados, sites mais complexos e sistemas mais exigentes acabam consumindo mais energia, mesmo em tarefas que antes eram consideradas leves. Isso faz com que, mesmo em boas condições, a bateria não tenha o mesmo desempenho percebido de quando o dispositivo era novo.

Além da autonomia reduzida, alguns sinais clássicos de desgaste podem aparecer, como quedas abruptas de porcentagem, desligamentos inesperados ou carregamento mais lento. Esses fatores impactam diretamente na confiabilidade do dispositivo no dia a dia, especialmente para quem depende dele fora de casa ou em situações onde não há acesso fácil a uma tomada.

O tempo de recarga também merece atenção. Com o avanço de tecnologias de carregamento rápido nos dispositivos atuais, o padrão do iPad Pro 9.7 já não impressiona. Ele ainda utiliza um sistema mais tradicional, o que significa que levará mais tempo para atingir carga completa em comparação com tablets mais recentes.

Por outro lado, ainda há um caminho viável para prolongar a vida útil do aparelho: a substituição da bateria. Embora represente um custo adicional, essa troca pode revitalizar significativamente a experiência de uso, tornando o dispositivo novamente funcional para tarefas básicas com uma autonomia mais previsível.

Sistema

Se existe um fator que mais impacta a longevidade de um dispositivo atualmente, esse fator é o suporte de software. No caso do iPad Pro 9.7, esse é justamente o ponto que mais pesa contra sua relevância em 2026. Diferente de aspectos como design ou tela, que ainda conseguem se sustentar com o tempo, o sistema operacional define diretamente o que o usuário pode ou não fazer no dia a dia.

Como esperado para um dispositivo lançado em 2016, o iPad Pro 9.7 já não acompanha as versões mais recentes do sistema da Apple. Isso significa que ele ficou limitado a versões anteriores do iPadOS, sem acesso aos recursos mais novos que foram sendo introduzidos ao longo dos anos. E, mais importante do que isso, sem as atualizações contínuas que garantem compatibilidade com aplicativos modernos.

Na prática, essa limitação começa a aparecer de forma sutil, mas se torna cada vez mais evidente com o tempo. Aplicativos populares continuam funcionando por um período, mas eventualmente deixam de receber atualizações compatíveis com versões antigas do sistema. Isso pode resultar em perda de funcionalidades, problemas de desempenho ou até mesmo na impossibilidade de instalar determinados apps diretamente pela loja.

Outro impacto relevante está na segurança. Atualizações de sistema não servem apenas para adicionar novos recursos, mas também para corrigir vulnerabilidades. Com o suporte encerrado, o dispositivo deixa de receber essas correções com a mesma frequência — ou deixa de recebê-las completamente — o que pode representar um risco maior, especialmente para quem utiliza o tablet para acessar contas, e-mails ou serviços sensíveis.

Além disso, muitos dos recursos que hoje definem a experiência de um tablet moderno simplesmente não estão disponíveis nesse modelo. Funcionalidades avançadas de multitarefa, integração mais profunda com outros dispositivos do ecossistema, melhorias em produtividade e otimizações de interface fazem parte de versões mais recentes do sistema — e ficam fora do alcance do iPad Pro 9.7.

Isso também afeta diretamente o desempenho percebido. Mesmo que o hardware ainda consiga executar algumas tarefas, a falta de otimizações mais recentes do sistema pode resultar em uma experiência menos fluida e menos eficiente. Em outras palavras, não é apenas uma questão de potência, mas de como o software consegue — ou não — aproveitar o que o hardware oferece.

Por outro lado, ainda existe um cenário em que o sistema atende bem: uso básico e aplicações já instaladas. Para quem utiliza o tablet de forma mais limitada, com apps que ainda funcionam corretamente e não dependem de atualizações constantes, a experiência pode continuar estável e previsível. Isso inclui atividades como leitura, streaming, navegação leve e uso offline.

Câmeras

Em tablets, câmeras raramente são o principal critério de escolha. Ainda assim, o iPad Pro 9.7 conseguiu se destacar nesse aspecto quando foi lançado — e, de forma surpreendente, continua sendo competente em 2026 dentro da sua proposta.

A Apple equipou esse modelo com um sensor traseiro de 12 megapixels, algo que, na época, era equivalente ao que se via em iPhones mais avançados. Esse detalhe faz diferença até hoje. Em boas condições de iluminação, o tablet ainda é capaz de capturar imagens com nível de detalhe satisfatório, cores equilibradas e boa faixa dinâmica para um dispositivo da sua categoria.

Na prática, isso significa que ele continua útil para tarefas específicas, como digitalização de documentos, registros rápidos e até fotos ocasionais. Para quem precisa tirar uma foto de um quadro, escanear um papel ou registrar algo no dia a dia, a câmera traseira ainda cumpre bem o papel — e, em muitos casos, supera tablets mais baratos e recentes que utilizam sensores mais simples.

Outro ponto interessante é a capacidade de gravação em 4K, algo que nem todos os tablets intermediários atuais oferecem. Embora não seja o uso mais comum para um dispositivo desse tipo, essa funcionalidade amplia as possibilidades, especialmente para quem utiliza o tablet em contextos educacionais ou profissionais mais básicos.

No entanto, é importante alinhar expectativas. Apesar de ainda ser competente, a câmera não acompanha os avanços mais recentes em processamento de imagem. Recursos como modo noturno avançado, HDR inteligente mais refinado e otimizações por inteligência artificial não estão presentes aqui. Isso significa que, em ambientes com pouca luz, a qualidade cai consideravelmente, com mais ruído e perda de detalhes.

A câmera frontal, com 5 megapixels, segue uma proposta mais simples, mas funcional. Em 2026, ela ainda atende bem para videochamadas, aulas online e reuniões, entregando uma imagem razoável em ambientes bem iluminados. Porém, comparada a sensores mais modernos, fica evidente a limitação em definição e tratamento de imagem, especialmente em condições de luz desafiadoras.

Um ponto positivo é que a estabilidade e a consistência continuam sendo características presentes. Mesmo sem recursos avançados, o processamento da Apple garante resultados previsíveis, o que é importante para quem utiliza a câmera com frequência em tarefas práticas.

Considerações finais

O iPad Pro 9.7 chega a 2026 como um exemplo claro de como um bom projeto pode atravessar anos mantendo relevância — ainda que com limitações cada vez mais evidentes. Ao longo desta análise, fica claro que ele não é um dispositivo completamente ultrapassado, mas também está longe de atender às expectativas atuais de desempenho, longevidade e versatilidade.

A Apple acertou em pontos fundamentais que continuam fazendo diferença até hoje, como a qualidade de construção, a experiência de áudio e a tela bem calibrada. Esses elementos garantem que o tablet ainda seja agradável de usar em tarefas básicas, especialmente no consumo de conteúdo, leitura e navegação leve. Para esse tipo de uso, ele continua sendo funcional e, em alguns casos, até competitivo dentro do mercado de usados.

Por outro lado, os avanços tecnológicos dos últimos anos deixaram marcas difíceis de ignorar. O hardware já não acompanha a evolução dos aplicativos e sistemas, a bateria depende fortemente do estado de conservação, e o suporte de software limitado impõe barreiras claras para quem busca um dispositivo mais duradouro ou preparado para o futuro. Esses fatores, combinados, reduzem significativamente o alcance do tablet em cenários mais exigentes.

Isso leva a uma conclusão importante: o valor do iPad Pro 9.7 em 2026 está diretamente ligado ao perfil de uso. Para quem precisa de um dispositivo simples, focado em tarefas básicas e com custo reduzido, ele ainda pode fazer sentido. No entanto, para usuários que buscam desempenho consistente, compatibilidade com aplicativos modernos e maior longevidade, investir em um modelo mais recente é, sem dúvida, a escolha mais segura.

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