Falar do iPhone 8 Plus em 2026 é quase como abrir uma cápsula do tempo da Apple. Em uma era dominada por telas gigantes sem bordas, múltiplas câmeras com inteligência artificial e desempenho voltado para tarefas pesadas, revisitar um modelo lançado em 2017 pode parecer estranho à primeira vista. Ainda assim, o iPhone 8 Plus continua sendo um dos iPhones antigos mais lembrados, principalmente por quem busca entender a evolução dos smartphones da Apple ou considera comprar um modelo usado mais barato.
Esse interesse não acontece por acaso. Diferente do iPhone 8 tradicional, o iPhone 8 Plus foi, desde o lançamento, a versão “completa” da linha, trazendo diferenças técnicas importantes que iam além do tamanho da tela. Enquanto os dois modelos compartilham o mesmo processador A11 Bionic e a mesma base de design em vidro e alumínio, o Plus nasceu com foco em oferecer uma experiência mais próxima de um “top de linha de tela grande” dentro da proposta clássica da Apple, ainda com botão Home físico e Touch ID.
Em 2026, essa comparação entre iPhone 8 vs iPhone 8 Plus ganha um novo significado. Já não estamos falando de qual era melhor no lançamento, mas sim de qual envelheceu melhor, qual ainda é mais utilizável no dia a dia e qual faz mais sentido para quem pensa em um iPhone barato, secundário ou para uso básico. E é justamente aqui que o modelo Plus começa a se destacar, porque várias das vantagens que pareciam apenas “detalhes” em 2017 se tornaram fatores decisivos com o passar dos anos.
Outro ponto importante é o perfil do público que ainda pesquisa por esse aparelho. Em geral, não são usuários que querem o celular mais moderno do mercado, mas sim pessoas que buscam custo-benefício, familiaridade com o iOS e uma experiência estável, mesmo que com limitações. Para esse tipo de usuário, entender as diferenças reais entre o iPhone 8 e o iPhone 8 Plus é essencial, porque escolher o modelo menor pode significar abrir mão de câmera mais versátil, bateria mais duradoura e uma tela que faz bastante diferença na prática.
Além disso, o iPhone 8 Plus representa o fim de uma era. Ele faz parte da última geração de iPhones com design clássico, bordas largas e botão físico frontal, antes da Apple migrar de vez para o visual com notch, Face ID e telas que ocupam quase toda a frente do aparelho. Isso dá ao modelo um valor quase simbólico, especialmente para quem não gosta das mudanças mais recentes e prefere a navegação tradicional com leitor de digitais.
Design e construção
O design do iPhone 8 Plus é um dos elementos que mais ajudam a entender a filosofia da Apple naquela fase do mercado. Em 2026, ele pode parecer visualmente ultrapassado quando comparado aos modelos atuais, com suas telas quase sem bordas e câmeras integradas a módulos sofisticados. No entanto, ao analisarmos o contexto em que foi lançado e sua proposta, fica claro que a construção do aparelho foi pensada para unir resistência, sofisticação e funcionalidade, especialmente quando comparado ao iPhone 8 tradicional.
Assim como o modelo menor, o iPhone 8 Plus adota um corpo formado por vidro na parte traseira e alumínio nas laterais, uma combinação que marcou a volta da Apple ao acabamento em vidro após gerações predominantemente metálicas. Esse detalhe não era apenas estético. O vidro possibilitou a introdução do carregamento sem fio, um recurso que na época começava a se popularizar e colocava o aparelho em um patamar mais moderno. Em termos de sensação nas mãos, o toque frio do vidro aliado à estrutura metálica transmite solidez, algo que ainda impressiona mesmo anos depois.
A grande diferença em relação ao iPhone 8 está nas proporções. O iPhone 8 Plus é significativamente maior e mais pesado, e isso influencia diretamente a experiência de uso. Ele não foi feito para ser discreto no bolso nem para uso confortável com apenas uma mão por longos períodos. Em vez disso, sua proposta sempre foi entregar uma experiência mais próxima de um “mini tablet”, favorecendo consumo de vídeos, leitura de textos longos e navegação mais espaçosa. Já o iPhone 8 comum prioriza portabilidade e leveza, sacrificando área de tela e espaço interno para bateria e componentes.
Outro aspecto importante é a durabilidade estrutural. Ambos os modelos contam com resistência à água e poeira, algo que hoje é comum, mas que na época representava uma camada extra de segurança contra acidentes do dia a dia, como respingos e quedas rápidas na água. Isso contribui para que muitos aparelhos ainda estejam fisicamente íntegros em 2026, mesmo após anos de uso, desde que tenham sido bem cuidados.
As bordas largas na parte frontal e o botão Home com Touch ID também fazem parte da identidade visual. Para muitos usuários, esse é um ponto positivo, porque oferece um método de desbloqueio rápido e confiável, sem depender de reconhecimento facial. Comparado ao iPhone 8, a experiência é semelhante nesse aspecto, mas o tamanho maior do Plus faz com que o aparelho pareça mais “robusto” e imponente, enquanto o modelo menor passa uma sensação de simplicidade e praticidade.
Vale destacar também que o tamanho extra do iPhone 8 Plus não abriga apenas uma tela maior, mas também componentes internos mais generosos, como a bateria de maior capacidade e o sistema de câmera dupla. Ou seja, o design não é grande apenas por estética: ele é consequência direta de uma proposta técnica mais avançada dentro da mesma geração.

Tela
Se existe um ponto em que a diferença entre iPhone 8 e iPhone 8 Plus deixa de ser sutil e passa a ser sentida imediatamente, é na tela. Em 2026, quando os consumidores já estão acostumados com displays grandes, cores intensas e alto nível de nitidez, revisitar esses dois modelos mostra como o tamanho do painel influenciou não apenas a experiência de uso, mas também a forma como cada um envelheceu ao longo dos anos.
O iPhone 8 Plus traz uma tela de 5,5 polegadas, enquanto o iPhone 8 possui um painel de 4,7 polegadas. Pode parecer uma diferença pequena no papel, mas na prática ela muda completamente a interação com o aparelho. O espaço extra do modelo Plus proporciona mais conforto para leitura de textos longos, visualização de redes sociais, navegação na web e principalmente consumo de vídeos. Em um cenário atual, onde praticamente tudo gira em torno de conteúdo visual, essa área adicional faz o aparelho parecer menos limitado, mesmo sendo antigo.
Além do tamanho, a resolução também separa os dois modelos. O iPhone 8 Plus conta com resolução Full HD, oferecendo maior densidade de detalhes e uma imagem mais definida, especialmente perceptível em textos menores e imagens com muitos elementos. Já o iPhone 8, com resolução inferior, entrega uma experiência boa para o básico, mas que se mostra mais restrita quando o usuário passa muito tempo olhando para a tela. Em 2026, quando os olhos já estão acostumados a painéis mais avançados, essa diferença se torna ainda mais evidente.
Ambos utilizam tecnologia LCD com a denominação Retina HD e contam com o recurso True Tone, que ajusta a temperatura das cores de acordo com a iluminação do ambiente. Isso ajuda a manter a leitura confortável e reduz o cansaço visual em ambientes muito claros ou muito escuros. Mesmo não sendo telas OLED como as atuais, esses painéis ainda apresentam cores equilibradas e brilho suficiente para uso interno e em boa parte dos ambientes externos.
O que realmente pesa a favor do iPhone 8 Plus é a sensação de espaço. O teclado virtual fica menos apertado, os elementos da interface respiram melhor e a visualização de fotos e vídeos se aproxima mais do que os usuários consideram “padrão” hoje. No iPhone 8 comum, a experiência pode parecer compacta demais para quem já se habituou a telas maiores, dando a impressão de que o conteúdo está sempre um pouco comprimido.
Também é importante considerar o impacto no uso prolongado. Quem utiliza o celular para estudar, ler notícias, assistir séries ou acompanhar vídeos longos percebe menos esforço visual no modelo Plus. Esse fator, que muitas vezes passa despercebido em comparações rápidas, influencia diretamente no conforto diário e explica por que muitos usuários sempre preferiram a versão maior.
Áudio
O setor de áudio raramente é o primeiro ponto analisado quando se fala de smartphones antigos, mas no caso do iPhone 8 Plus em comparação com o iPhone 8, ele ajuda a reforçar a proposta mais “multimídia” do modelo maior. Em 2026, quando grande parte do consumo de conteúdo acontece diretamente no celular, seja em vídeos, redes sociais ou chamadas em viva-voz, a forma como o som é reproduzido influencia mais do que muitos imaginam na experiência geral.
Ambos os aparelhos contam com som estéreo, utilizando o alto-falante inferior em conjunto com o alto-falante de chamadas para criar uma sensação de áudio mais amplo. Isso já era um avanço importante na época, pois muitos concorrentes ainda utilizavam apenas um único alto-falante. O resultado é uma separação de canais que dá mais profundidade a músicas, filmes e jogos, além de melhorar a clareza de diálogos em vídeos.
No entanto, o iPhone 8 Plus leva vantagem por causa do próprio tamanho físico. O corpo maior permite uma câmara acústica interna ligeiramente mais espaçosa, o que se traduz em um som que tende a parecer um pouco mais cheio, com graves discretamente mais presentes e volume geral com sensação de maior corpo. Não é uma diferença extrema, mas quando os dois aparelhos são comparados lado a lado, o modelo Plus costuma soar menos “fino” e mais equilibrado.
Outro ponto relevante é a experiência em vídeos e jogos. Como o iPhone 8 Plus também possui tela maior, o áudio acompanha melhor essa proposta de consumo de mídia. A combinação entre imagem mais ampla e som que preenche mais o ambiente cria uma sensação de imersão superior à do iPhone 8, que entrega boa qualidade, mas em um conjunto mais compacto, tanto visual quanto sonoramente.
Vale lembrar que essa geração já não contava com entrada para fones de ouvido tradicional, exigindo adaptador ou dispositivos Bluetooth. Em termos de qualidade sonora via fones, a experiência é muito semelhante nos dois modelos, mas no uso sem acessórios — que é comum no dia a dia — o Plus novamente se mostra mais adequado para quem consome conteúdo direto no alto-falante.
Hardware e desempenho
Quando o assunto é hardware do iPhone 8 e iPhone 8 Plus, muita gente imagina que a experiência seja idêntica, já que ambos utilizam o processador A11 Bionic. De fato, os dois nasceram com o mesmo “coração”, mas em 2026 a diferença entre eles fica mais evidente justamente por causa de detalhes técnicos que, na época, pareciam secundários, mas hoje fazem impacto direto na fluidez do uso.
O A11 Bionic foi um chip extremamente avançado para 2017, combinando núcleos de alto desempenho com núcleos voltados para eficiência energética. Ele foi projetado para lidar não apenas com tarefas comuns, mas também com recursos de processamento de imagem e realidade aumentada, áreas em que a Apple já começava a investir pesado. Isso fez com que os dois aparelhos tivessem uma base sólida, capaz de rodar o sistema com estabilidade por vários anos.
A grande virada está na memória RAM. O iPhone 8 Plus possui mais RAM que o iPhone 8, e essa diferença muda a forma como os aparelhos lidam com multitarefa. Em 2026, com aplicativos mais pesados e páginas da web mais complexas, essa folga de memória ajuda o modelo Plus a manter apps abertos por mais tempo sem recarregamentos constantes. No iPhone 8, é mais comum que aplicativos fechem em segundo plano ou que o sistema precise “recarregar” conteúdos com maior frequência.
No uso cotidiano, isso se traduz em uma sensação de maior estabilidade no modelo Plus. Alternar entre redes sociais, navegador, mensagens e vídeos tende a ser um pouco mais suave. Já no iPhone 8, embora ainda seja possível realizar tarefas básicas, o limite do hardware aparece com mais rapidez, principalmente quando o usuário tenta fazer várias coisas em sequência.
Em jogos e tarefas mais pesadas, como edição de fotos ou vídeos, ambos mostram a idade. O processador ainda dá conta do básico, mas já não acompanha as exigências dos aplicativos mais recentes. Mesmo assim, o iPhone 8 Plus se beneficia da combinação entre mais memória e melhor controle térmico interno, resultado do espaço físico maior, o que pode ajudar a manter o desempenho estável por períodos um pouco mais longos.
Outro fator que influencia é a própria proposta de uso. O iPhone 8 sempre foi pensado como um modelo compacto para tarefas simples e rápidas. O Plus, por outro lado, nasceu com a ideia de ser um aparelho para consumo de mídia e uso mais intenso. Essa filosofia se reflete em como cada um envelheceu: enquanto o iPhone 8 hoje parece claramente limitado para multitarefa, o iPhone 8 Plus ainda consegue entregar uma experiência aceitável dentro de um uso básico a intermediário, como redes sociais, vídeos, navegação e aplicativos de comunicação.
Software e recursos
Ao analisar o iPhone 8 Plus em 2026, o software se torna um dos fatores mais importantes para entender suas limitações e também sua longevidade em relação ao iPhone 8. Como ambos pertencem à mesma geração, compartilham o mesmo histórico de atualizações do iOS, mas a forma como o hardware de cada um lida com essas versões ao longo dos anos cria diferenças práticas no uso diário.
Os dois modelos chegaram ao mercado com o iOS 11, em uma fase em que a Apple já mostrava seu diferencial no suporte prolongado. Durante vários anos, tanto o iPhone 8 quanto o iPhone 8 Plus receberam atualizações que trouxeram melhorias de segurança, novos recursos de sistema e compatibilidade com aplicativos modernos. Isso ajudou a manter os aparelhos relevantes por mais tempo do que muitos concorrentes da mesma época.
Em 2026, no entanto, já estamos falando de dispositivos que não acompanham as versões mais recentes do iOS. Isso impacta principalmente a instalação de aplicativos novos ou versões mais atualizadas de apps populares, já que desenvolvedores passam a exigir sistemas mais recentes. Ainda assim, para funções básicas como chamadas, mensagens, navegação leve e redes sociais compatíveis, os aparelhos continuam funcionais, desde que o usuário aceite certas limitações.
A diferença entre eles aparece na fluidez com que o sistema roda. O iPhone 8 Plus, por ter mais memória RAM, lida melhor com as versões finais do iOS que recebeu. Animações tendem a ser um pouco mais estáveis, a troca entre aplicativos é menos agressiva no fechamento de tarefas em segundo plano e a experiência geral parece menos “apertada”. No iPhone 8, o sistema funciona, mas com maior sensação de lentidão em momentos de multitarefa.
Em termos de recursos, ambos compartilham tecnologias marcantes da Apple, como o Touch ID, a integração profunda com o ecossistema da marca e serviços como iCloud, FaceTime e iMessage. Para quem já está acostumado com o ambiente da Apple, isso ainda representa uma vantagem, porque a experiência continua simples, intuitiva e bem integrada com outros dispositivos da marca.
Também é importante considerar o aspecto da segurança. Mesmo sem receber as versões mais novas do sistema, aparelhos dessa linha ainda podem ter recebido correções importantes ao longo do tempo, o que ajuda a manter um nível mínimo de proteção para uso comum. No entanto, para quem pensa em utilizar o aparelho como principal por muitos anos ainda, a ausência de atualizações futuras se torna um ponto de atenção.
Bateria
Se existe um aspecto em que o tempo pesa de forma implacável sobre qualquer smartphone, é a bateria. No caso do iPhone 8 Plus em comparação com o iPhone 8, essa área sempre foi um diferencial claro, e em 2026 essa vantagem se torna ainda mais evidente, porque a autonomia passou a ser um dos principais critérios para quem ainda considera usar um aparelho antigo.
Desde o lançamento, o iPhone 8 Plus foi projetado com uma bateria de maior capacidade, algo viabilizado pelo corpo maior do aparelho. Essa diferença não era apenas técnica, mas prática: já na época, o modelo Plus conseguia passar mais tempo longe da tomada, principalmente em uso com vídeos, navegação e redes sociais. O iPhone 8, por ser mais compacto, sempre teve uma autonomia mais limitada, voltada para um perfil de uso moderado.
Com o passar dos anos, as baterias de ambos os modelos sofreram desgaste natural, perdendo parte da capacidade original. Porém, o fato de o iPhone 8 Plus ter começado com uma reserva maior de energia faz com que, mesmo degradada, sua bateria ainda consiga entregar tempos de uso superiores aos do iPhone 8 em condições semelhantes. Isso é especialmente importante para quem utiliza o aparelho como secundário ou para tarefas básicas ao longo do dia.
Na prática, o usuário do iPhone 8 Plus tende a enfrentar menos situações de bateria acabando rapidamente em atividades simples, como mensagens, chamadas, navegação leve e vídeos curtos. Já o iPhone 8 pode exigir recargas mais frequentes, principalmente quando o aparelho já tem vários anos de uso e a saúde da bateria está reduzida.
Outro ponto relevante é o impacto no desempenho. Quando a bateria está muito degradada, o sistema pode limitar o desempenho para evitar desligamentos inesperados. Nesse cenário, o iPhone 8 Plus, por ter uma base de autonomia maior, costuma lidar melhor com o envelhecimento, mantendo o uso mais estável por mais tempo, desde que a bateria esteja em condições razoáveis ou tenha sido substituída.
Também vale lembrar que ambos suportam carregamento sem fio e carregamento rápido dentro dos padrões da época. Em 2026, esses recursos já não são diferenciais, mas continuam úteis para manter o aparelho utilizável no dia a dia.
Câmera
Se há um setor em que a diferença entre iPhone 8 e iPhone 8 Plus deixa de ser detalhe e se torna um verdadeiro divisor de experiências, é na câmera. Em 2026, quando até celulares intermediários contam com múltiplos sensores, olhar para essa geração da Apple mostra como o modelo Plus já apontava para o futuro ao trazer um conjunto fotográfico mais versátil que o do irmão menor.
O iPhone 8 possui uma única câmera traseira, competente para a época e capaz de produzir fotos nítidas em boas condições de luz. No entanto, ele depende apenas desse sensor principal para todos os tipos de imagem, o que limita a flexibilidade na hora de fotografar pessoas, objetos distantes ou criar efeitos mais elaborados. Já o iPhone 8 Plus foi equipado com um sistema de câmera dupla, combinando uma lente grande-angular com uma lente teleobjetiva.
Essa segunda lente faz toda a diferença. Com ela, o iPhone 8 Plus consegue oferecer zoom óptico, algo que mantém melhor qualidade de imagem ao aproximar o assunto, enquanto o iPhone 8 precisa recorrer ao zoom digital, que reduz detalhes. Para quem gosta de fotografar pessoas, animais ou cenas mais distantes, o resultado no modelo Plus é visivelmente superior.
Outro destaque é o modo Retrato, que no iPhone 8 Plus ganha mais naturalidade graças à leitura de profundidade feita pelas duas câmeras. O desfoque de fundo, que separa o assunto principal do cenário, tende a ser mais convincente, com melhor definição de contornos. No iPhone 8, esse tipo de efeito depende mais de processamento de software, resultando em limitações maiores.
Em vídeos, a experiência é parecida entre os dois em termos de resolução e estabilização, mas o conjunto fotográfico mais completo do Plus permite maior variedade de enquadramentos, principalmente ao alternar entre distâncias focais. Para quem usa o celular como principal câmera no dia a dia, isso amplia as possibilidades criativas.
Em 2026, é claro que nenhum dos dois compete com sistemas modernos cheios de sensores e inteligência artificial avançada. Ainda assim, dentro da comparação entre eles, o iPhone 8 Plus se mantém claramente à frente, oferecendo uma versatilidade que prolonga sua utilidade prática. A presença da segunda câmera não era apenas um extra estético, mas um recurso que ajudou o aparelho a envelhecer melhor e continuar sendo capaz de registrar fotos mais variadas e interessantes.

Considerações finais
Analisar o iPhone 8 Plus em 2026 é olhar para um modelo que, mesmo antigo, ainda consegue explicar muito sobre a evolução dos smartphones da Apple. Ao longo deste comparativo, fica claro que as diferenças entre ele e o iPhone 8 nunca foram apenas questão de tamanho, mas sim de proposta. O modelo Plus nasceu como a versão mais completa da geração, e isso se refletiu diretamente em como cada aparelho atravessou os anos.
O iPhone 8, com seu corpo mais compacto e bateria menor, sempre foi voltado para quem priorizava portabilidade e uso simples. Em 2026, essa proposta se torna sua principal limitação. A tela menor, a autonomia mais curta e a única câmera traseira fazem com que ele pareça mais restrito para padrões atuais, servindo basicamente para tarefas bem leves e uso ocasional.
Já o iPhone 8 Plus, por outro lado, mostra que decisões como incluir uma tela maior, bateria mais robusta, mais memória RAM e um sistema de câmera dupla não eram apenas diferenciais de marketing. Esses elementos ajudaram o aparelho a manter uma experiência mais confortável ao longo do tempo, seja no consumo de vídeos, na navegação, na multitarefa ou na fotografia. Mesmo com as limitações naturais de um hardware antigo e sem as versões mais recentes do iOS, o conjunto do modelo Plus ainda parece mais equilibrado dentro do que se espera de um smartphone funcional.
Isso não significa que o iPhone 8 Plus seja um modelo moderno para 2026, mas sim que, dentro da comparação com o iPhone 8, ele representa a opção que melhor resistiu ao envelhecimento tecnológico. Para quem procura um iPhone antigo apenas para funções básicas, como chamadas, mensagens, redes sociais leves e vídeos ocasionais, o Plus tende a entregar menos frustrações no dia a dia.
A principal lição deixada por essa comparação é que pequenas diferenças técnicas podem definir a longevidade de um aparelho. O iPhone 8 Plus não foi apenas um iPhone 8 maior; ele foi um modelo pensado para oferecer mais recursos, e é justamente isso que explica por que, quase uma década depois, ele ainda se destaca como a versão que envelheceu melhor dentro dessa geração clássica da Apple.